domingo, fevereiro 07, 2010

Serviço voluntário.

Seja voluntário

Você presta algum tipo de serviço voluntário?
Talvez você nunca tenha imaginado que um dia, ao ser entrevistado para um emprego, alguém lhe fizesse essa pergunta.
Bem, a verdade é que agora os empresários estão despertando sua consciência social.
É justamente por causa dessa preocupação cada vez maior das empresas com a comunidade a sua volta que o trabalho social está se tornando um item importante na hora de contratar um trabalhador.
Grandes empresas nacionais e multinacionais estão dando preferência a profissionais que estejam engajados em algum tipo de trabalho voluntário junto à sociedade.
Além de ser uma tomada de decisão importante, por parte de empresários, o serviço assistencial junto à comunidade valoriza o currículo de quem o pratica. E os motivos são fáceis de entender.
Primeiro, porque as empresas visam a melhoria nos serviços prestados ao cliente, e pessoas com espírito social são mais eficazes nesse particular.
Segundo, porque, se o indivíduo tem olhos para a sociedade da qual faz parte, dentro da empresa terá uma visão de conjunto capaz de abranger todo o contexto e não apenas o seu setor.
Terceiro, porque um funcionário que se preocupa com o próximo tem uma virtude importante aos olhos do patrão: a nobreza.
Quarto, se o profissional desempenha uma atividade que lhe dá prazer, ele é uma pessoa mais compreensiva e feliz, e isso faz com que seu trabalho seja efetuado tranqüilamente.
Quinto, uma pessoa que doa, voluntariamente, um pouco do seu tempo em prol de uma causa nobre, é alguém que sabe renunciar, e que, em tese, perdoa com mais facilidade criando menos problemas para si mesmo e para seus colegas.
Enfim, se fôssemos enumerar todos os motivos que tornam o currículo de um voluntário mais atraente que o de alguém que só se preocupa consigo mesmo, faltaria tempo.
No entanto, é preciso que aquele que se disponha a ser voluntário de algum serviço social, goste disso e o faça porque julga importante.
De nada vale se engajar numa tarefa dessas só para conseguir um emprego ou porque está na moda. Logo seria descoberto por lhe faltar as virtudes já citadas.
Ademais, para a pessoa seria muito desgastante fazer algo que não gosta, só para melhorar o currículo.
Se você ainda não havia pensado nisso, pense com carinho.
O que você pode fazer para melhorar o mundo a sua volta?
Se não puder fazer muito, faça pouco mas com amor e dedicação.
Se no início não conseguir fazer com amor, faça porque julga importante e necessário.
No decorrer do tempo, você estará tão envolvido com seu serviço voluntário que já não conseguirá mais viver sem praticá-lo. É só uma questão de tempo e persistência.
Se todos buscassem desenvolver esse espírito social, em pouco tempo teríamos um mundo melhor em todos os sentidos.
Você sabia?
Você sabia que a ONU - Organização das Nações Unidas conta com voluntários de muitos países?
Profissionais de várias nacionalidades unem forças para atender povos e nações necessitados. Eles impõem silêncio às eventuais divergências de suas nações, para ombrear juntos e estender as mãos a quem precisa.
São criaturas que renunciam ao próprio bem estar e à família para servir, até mesmo nas frentes de batalha, onde as guerras sangrentas dizimam vidas e matam esperanças.
Esses voluntários da paz não carregam granadas nem fuzis, não usam metralhadoras nem baionetas, não empunham espada nem punhal... Levam consigo apenas uma arma: a solidariedade.
Muitos doam mais do que a boa vontade: doam a própria vida.
E você? O que está esperando para prestar algum tipo de serviço voluntário?

Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, baseado em reportagem publicada no jornal Gazeta do Povo no dia 21/02/01

Colabore com a Melhoria da Humanidade:

http://www.reflexao.com.br/index.php

Mais da metade dos deputados do Brasil faltaram seções sem justificar.

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Mais da metade dos 553 deputados federais do Brasil faltaram às sessões deliberativas de 2009, e nem houve interesse em apresentar uma justificativa para a ausência. Os faltosos que não se preocuparam em justificar são 270 dos 553 deputados federais. A informação é do Congresso em Foco.

Dos 553 deputados federais do Brasil, apenas quatro estiveram presentes em todas as 115 sessões realizadas em 2009. Esses deputados são Emanuel Fernandes (PSDB-SP), Jofran Frejat (PR-DF), Leonardo Vilela (PSDB-GO) e Carlos Manato (PDT-ES).

O fato de não estar presente às sessões deliberativas sangram o bolso do parlamentar, que tem um desconto proporcional na remuneração mensal, atualmente de R$ 16,5 mil. Entretanto, o deputado que justificar, mesmo que posteriormente sua ausência, é reembolsado do valor descontado.

Mas parece que alguns parlamentares não estão muito preocupados com esses eventuais rombos no orçamento particular, porque mais da metade ignorou as justificativas que lhes serviriam para abonar as faltas.

A soma de todas as ausências não justificadas chegou a 1.066, em um universo de 29.136 sessões realizadas, e das quais eles deveriam ter participado como representantes do povo em questões de interesse do próprio povo.

Wladimir Costa (PMDB-PA) é o campeão das faltas sem explicação, com 31 ausências, justificando somente duas ausências. Ele só esteve presente 82 das 115 sessões que estavam entre seus compromissos legislativos.

A Constituição Federal prevê que um percentual de presença inferior a 33% é suficiente para provocar a perda do mandato, e no levantamento feito pelo Congresso em Foco, 41 deputados poderiam ter sido cassados por essa razão em 2009.

Entretanto, até hoje, apenas dois deputados foram cassados por ultrapassar o limite de um terço de faltas em relação ao total de sessões: Felipe Cheidde (PMDB-SP) e Mário Bouchardet (PMDB-MG), em 1989.

A obrigação de assiduidade mínima está definida na Constituição Federal que, no terceiro parágrafo do artigo 55, diz: “Perderá o mandato o deputado ou senador que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por esta autorizada”.

Mas a própria Câmara dos Deputados cuidou de flexibilizar as exigências constitucionais, criando uma saída para livrar o deputado de uma possível cassação do seu mandato. Desde 2006, uma Resolução da Mesa Diretora permite o abono de faltas, livrando os parlamentares da ameaça imposta pela Constituição Federal. Por meio da resolução, cada deputado pode justificar suas ausências até o último dia do mandato, que é de quatro anos.

Os seis mais faltosos registraram mais de 50% de ausência em votações, e deveriam ter comparecido em 115 sessões deliberativas realizadas em 2009, por estarem em pleno exercício do mandato. Esses deputados são Miguel Martini (PHS-MG), com 95,7% de faltas (110, todas justificadas); Nice Lobão (DEM-MA), ausente em 93,9% das sessões (108 justificativas); Jader Barbalho (PMDB-PA), com 73% de ausência (80 justificadas e quatro sem justificativa); Fernando de Fabinho (DEM-BA), 63,5% de ausência (71 sem justificativa e duas não justificadas); Vadão Gomes (PP-SP), 55,7% de faltas (62 comunicadas e duas não justificadas); e Zé Vieira (PR-MA), com 53% de ausência (55 faltas justificadas e seis não justificadas).

Uma das respostas dadas pessoalmente pelo próprio parlamentar veio da deputada Marina Maggessi (PPS-RJ), que fez duras críticas ao processo de votações em sessão deliberativa, e disse que as atribuições de presidente de comissão temática lhe garantem a “prerrogativa” de não precisar ir ao plenário.

Marina disse que um recurso regimental muito usado por seu próprio partido contribui para seu descontentamento em relação às votações plenárias. “O meu partido vive em obstrução. Aquele plenário não me atrai. Não vejo nada de produtivo naquilo, é uma mentira aquele voto em plenário, estou falando isso de coração”, enfatizou a deputada, jogando a carga contra o Executivo: “Até porque o governo ganha tudo com aquelas MPs”.

Segundo Marina, há por parte da imprensa, principalmente a oficial, excessivo enfoque nas movimentações de plenário. Em sua opinião, o trabalho das comissões, onde é apreciado e votado “o mérito” das proposições, é que deveria receber mais atenção dos profissionais da notícia.”

“Não gosto daquela coisa de TV Câmara ficar mostrando os discursos, de deputado subir à tribuna e dizer que é a favor disso, contra aquilo”. A deputado disse também que “Voto em plenário é ‘caô’, uma expressão que a gente usa muito no Rio”. Caô é uma gíria que designa algo falso, enganação.

ANTONIO CARLOS LACERDA

PRAVDARu BRASIL

VISITE O BLOG FICHA LIMPA.

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PARTICIPE A SOCIEDADE BRASILEIRA DEVE RECLAMAR SEUS DIREITOS.

NÃO VOTE EM, LADRÃO E CORRUPTO.

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

A frase da década!

"O DEM leva na meia, o PT

leva na cueca e o povo leva

no mesmo lugar de sempre."!cid_28CFE547542A46C2AD21C1AE324BC6ED

“Museu da Corrupção”

amanhecercongresso 34 É fantástico!!! Foi feito pelo jornal "Diário do Comércio".
Clique no link abaixo para acessar o “Museu  da Corrupção” e não esqueça dos fatos ocorridos.

www.muco.com.br

Chávez promete 'mais revolução' contra oposicionistas.

ChavezBaptistaoRei260O REZINHO VAI CAIR.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, alertou nesta quinta-feira seus adversários que responderá com "mais revolução" a qualquer tentativa de desestabilização de sua gestão, que tem sido alvo de protestos da oposição.

O movimento estudantil vem, desde a semana passada, realizando manifestações contra o governo.

"Não poderão conosco mãozinhas brancas (símbolo do movimento estudantil), burguesinhos, apátridas (...), não poderão", afirmou Chávez durante ato para marcar o 18º aniversário de um fracassado golpe militar liderado por ele, com a presença de milhares de simpatizantes.

"Se se atrevem a buscar os caminhos que vão além da Constituição (...), aprofundaremos então a revolução socialista. Melhor que não nos provoquem, melhor que não se enganem, porque não poderão derrotar-nos."

Chávez convocou seus simpatizantes a construírem a "pátria socialista" em um período de 20 anos, "de 2010 a 2030" – mas não disse se anseia ou não presidir o país em todo esse período.

O mandatário já anunciou sua candidatura a presidente em 2012.

Golpe

O dia 4 de fevereiro foi nomeado pelo governo e seus simpatizantes como "dia da dignidade".

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Na data, em 1992, o então tenente-coronel Chávez e um grupo de militares organizaram um levante para derrubar o então presidente Carlos Andrés Perez.

Chávez foi levado à prisão, mas antes, se responsabilizou pela intentona, ao emitir a frase que o projetaria à vida política e o levaria à Presidência seis anos depois: “Por enquanto nossos objetivos não foram cumpridos".

Assim como a maioria dos simpatizantes do governo, o estudante Isaac Martinez, de 22 anos, considera que a chamada Revolução Bolivariana teve seu ponto de partida com o fracassado golpe.

" O ‘por enquanto’ era uma promessa que estamos concretizando em 11 anos de revolução", disse Martinez à BBC Brasil, enquanto seus colegas cantavam coros contra seus opositores.

Enfrentamento

Do outro lado da cidade, no leste de Caracas, o movimento estudantil opositor, protestava, entre outras coisas, contra o que considera ter sido "a violação da Constituição".

"Não podemos comemorar em hipótese alguma um golpe de Estado", disse à BBC Brasil o estudante Alejandro Vásquez, de 17 anos.

Cerca de mil estudantes opositores saíram às ruas apesar de as autoridades terem se negado a autorizar o protesto.

Segundo a Prefeitura de Caracas, o protesto coincidiu em alguns pontos com a manifestação chavista. A manifestação pró-Chávez, por outro lado, recebeu autorização porque o pedido teria sido apresentando antes que o do outro grupo.

Estudantes e policiais acabaram se enfrentando, e o protesto foi dispersado com bombas de gás lacrimogêneo e jatos d’água.

De olho nas eleições legislativas, marcadas para setembro, os estudantes estão protestando contra a suspensão do sinal do canal RCTV, da crise de energia elétrica e de abastecimento de água.

"Estaremos nas ruas, alertando o povo, até as eleições, porque temos que ganhar a maioria (das cadeiras) da Assembleia", disse Alejandro Vásquez.

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

LULA & PT.

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O PT não inventou a corrupção, ele apenas a banalizou em níveis justificáveis aos olhos da platéia cativa. Esta platéia, hipnotizada pelo sonho da igualdade prometida por Lula, se apega na esperança de ganhar sem trabalhar. Ganhar sem trabalhar sempre foi a bandeira usada pela esquerda para manter cativa a massa alienada.

Os discursos da esperança petista é  uma invenção poderosa que consegue desculpar os crimes do presente dominado por eles e nos roubar o futuro que teríamos.

O objetivo do PT é criar seguidores fiéis que se sentem felizes com o poder de seus líderes.

Os militares, para defenderem a manutenção do

passado, deram um golpe com tanques. Lula, para

defender a escravização do presente, deu um golpe

com urnas.

Jamais serei grato a Lula e ao PT  por eles cobrarem tão caro por aquilo a que temos direito de graça.

Lula é um gênio do domínio das massas. Conseguiu até que a oposição seja sua base de apoio, embora o preço cobrado para isso seja altíssimo. Lula é um

prestidigitador eficiente. Conseguiu transformar a

política em um jogo sem regras definidas. Em sua

política, qualquer conveniência passa a ser uma nova

regra do jogo. Até a Igreja Católica passou a ser

base de apoio do PT. A Igreja Católica agora dorme

com o inimigo. Deixou de ser esposa de Cristo para

ser concubina da esquerda.

Lula conseguiu imitar a Igreja Católica em poder

ideológico. A Igreja Católica é um enorme armário de celibatários sacerdotais, Brasília foi transformada em um enorme refúgio de malfeitores impunes. Tanto em uma, quanto em outra, a impunidade conta com a indulgência que só pensa na permanência do sistema e sua rede de benesses. Criminalizar um padre pedófilo é tão difícil quanto condenar um político corrupto.

Até os jornalistas mais oposicionistas já minimizam a corrupção com seus adjetivos simplistas.

Propina corrupta ou roubo de dinheiro público virou “mensalão”.

O mensalão é crime sofrível. É até bonitinho.

Petistas são como evangelizadores das novas seitas

cristãs. Estão em todos os lugares e aparelham até

apostila de ensino médio. Todas as instituições estão

infestadas por seu trabalho fanático. Eles estão

transformando o povo em laranjas. O povo é laranja

do PT. Quanto mais pobre mais suco rende.

O delírio do PT é controlar o povo. O delírio de Lula é controlar pessoas. Eu não acredito no povo. O povo é uma ideologia totalitária petista. Eu acredito em pessoas que não se deixam dominar impunemente.

Com as elites intelectuais rendidas a um partido interessado apenas em projetos de poder foi como o

fascismo triunfou na Europa.

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RECEBI DE MAIL E É INTERESSANTE PARA SE ANALISAR.

A NATUREZA CONTRA LULA

 

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enchente

LULA NUM VOTO NELA NÃO.

Dilma

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VERGONHA NACIONAL IMPUNIDADE.

pannetone

O BRASIL CONTINUA  NA MESMA … ACREDITA EM PAPAI NOEL.

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

BIG BROTHER BRASIL,


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> Autor: Antonio
> Barreto,
>
> Cordelista natural de Santa Bárbara-BA,
> residente em Salvador.
>
> Curtir o Pedro Bial
> E sentir tanta alegria
> É sinal
>  de que você
> O mau-gosto aprecia
> Dá valor ao que é banal
> É preguiçoso mental
> E adora baixaria.
>
> Há muito tempo não vejo
> Um programa tão ‘fuleiro’
> Produzido pela Globo
> Visando Ibope e dinheiro
> Que além de alienar
> Vai por certo atrofiar
> A mente do brasileiro.
>
> Me refiro ao brasileiro
> Que está em formação
> E precisa evoluir
> Através da Educação
> Mas se torna um refém
> Iletrado, ‘zé-ninguém’
> Um escravo da ilusão.
>
> Em frente à televisão
> Lá está toda a família
> Longe da realidade
> Onde a bobagem fervilha
> Não sabendo essa gente
> Desprovida e inocente
> Desta enorme ‘armadilha’.
>
> Cuidado, Pedro Bial
> Chega de esculhambação
> Respeite o trabalhador
> Dessa sofrida Nação
> Deixe de chamar de heróis
> Essas girls e esses
>  boys
> Que têm cara de bundão.
>
> O seu pai e a sua mãe,
> Querido Pedro Bial,
> São verdadeiros heróis
> E merecem nosso aval
> Pois tiveram que lutar
> Pra manter e te educar
> Com esforço especial.
>
> Muitos já se sentem mal
> Com seu discurso vazio.
> Pessoas inteligentes
> Se enchem de calafrio
> Porque quando você fala
> A sua palavra é bala
> A ferir o nosso brio.
>
> Um país como Brasil
> Carente de educação
> Precisa de gente grande
> Para dar boa lição
> Mas você na rede Globo
> Faz esse papel de bobo
> Enganando a Nação.
>
> Respeite, Pedro Bienal
> Nosso povo brasileiro
> Que acorda de madrugada
> E trabalha o dia inteiro
> Dar muito duro, anda rouco
> Paga impostos, ganha pouco:
> Povo HERÓI, povo guerreiro.
>
> Enquanto a sociedade
> Neste momento atual
> Se preocupa com a crise
> Econômica e social
> Você precisa entender
> Que queremos aprender
> Algo sério – não
>  banal.
>
> Esse programa da Globo
> Vem nos mostrar sem engano
> Que tudo que ali ocorre
> Parece um zoológico humano
> Onde impera a esperteza
> A malandragem, a baixeza:
> Um cenário sub-humano.
>
> A moral e a inteligência
> Não são mais valorizadas.
> Os “heróis” protagonizam
> Um mundo de palhaçadas
> Sem critério e sem ética
> Em que vaidade e estética
> São muito mais que louvadas.
>
> Não se vê força poética
> Nem projeto educativo.
> Um mar de vulgaridade
> Já tornou-se imperativo.
> O que se vê realmente
> É um programa deprimente
> Sem nenhum objetivo.
>
> Talvez haja objetivo
> “professor”, Pedro Bial
> O que vocês tão querendo
> É injetar o banal
> Deseducando o Brasil
> Nesse Big Brother vil
> De lavagem cerebral.
>
> Isso é um desserviço
> Mal exemplo à
>  juventude
> Que precisa de esperança
> Educação e atitude
> Porém a mediocridade
> Unida à banalidade
> Faz com que ninguém estude.
>
> É grande o constrangimento
> De pessoas confinadas
> Num espaço luxuoso
> Curtindo todas baladas:
> Corpos “belos” na piscina
> A gastar adrenalina:
> Nesse mar de palhaçadas.
>
> Se a intenção da Globo
> É de nos “emburrecer”
> Deixando o povo demente
> Refém do seu poder:
> Pois saiba que a exceção
> (Amantes da educação)
> Vai contestar a valer.
>
> A você, Pedro Bial
> Um mercador da ilusão
> Junto a poderosa Globo
> Que conduz nossa Nação
> Eu lhe peço esse favor:
> Reflita no seu labor
> E escute seu coração.
>
> E vocês caros irmãos
> Que estão nessa cegueira
> Não façam mais ligações
> Apoiando essa besteira.
> Não deem sua grana à Globo
> Isso é papel de bobo:
> Fujam dessa baboseira.
>
> E quando chegar ao fim
> Desse Big
>  Brother vil
> Que em nada contribui
> Para o povo varonil
> Ninguém vai sentir saudade:
> Quem lucra é a sociedade
> Do nosso querido Brasil.
>
> E saiba, caro leitor
> Que nós somos os culpados
> Porque sai do nosso bolso
> Esses milhões desejados
> Que são ligações diárias
> Bastante desnecessárias
> Pra esses desocupados.
>
> A loja do BBB
> Vendendo só porcaria
> Enganando muita gente
> Que logo se contagia
> Com tanta futilidade
> Um mar de vulgaridade
> Que nunca terá valia.
>
> Chega de vulgaridade
> E apelo sexual.
> Não somos só futebol,
> baixaria e carnaval.
> Queremos Educação
> E também evolução
> No mundo espiritual..
>
> Cadê a cidadania
> Dos nossos educadores
> Dos alunos, dos políticos
> Poetas, trabalhadores?
> Seremos sempre enganados
> e vamos ficar calados
> diante de enganadores?
>
> Barreto termina assim
> Alertando ao Bial:
> Reveja logo esse equívoco
> Reaja à
>  força do mal…
> Eleve o seu coração
> Tomando uma decisão
> Ou então: siga, animal…
>
> FIM
>
> Salvador, 16 de janeiro de 2010.
> A acrescentar: antes o prêmio era R$ 1.000.000,00; nesta
> edição do BBB, PASSOU PARA R$ 1.500.000,00, GRAÇAS ÀS
> LIGAÇÕES RECEBIDAS PELA GLOBO QUE, PENHORADAMENTE,
> AGRADECE.
>

ACORDA BRASIL.

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A minissaia e a liberdade à brasileira.

Por Adriana Berger

Voltei preocupada com a teoria e a prática que se alastram pelo nosso país: o da liberdade à brasileira. Pelo que vi em grandes e pequenas cidades o Brasil passa por um momento de grande licenciosidade, vulgaridade, superficialidade, besteirol. Vi meninas dançando em cima de garrafas. Sexo aberto em bailes e shows. Em novelas, programas de entretenimento, o corpo da mulher é usado e abusado. Noventa por cento da programação nacional da TV aberta é sobre cirurgia plástica, cosméticos, penteados, fofocas, brigas domésticas, rezas e “curas”, receitas, remédios, cães e bichos, violência.

Piadas de bêbado e homossexual. “Psicólogos”, “conselheiras” sentimentais e familiares usam sofrimentos de pessoas em programas sensacionalistas. Há “formadores de opinião” para qualquer assunto. Afirmo, sem medo de errar, que nós precisamos é de formadores de caráter. Há um grande apagão cultural. É como se todos estivessem sonâmbulos. Não se discute nada de profundo, alternativas para o país. A juventude sem sonhos e poesia não tem em quê ou em quem se inspirar.

Contrabando é crime, mas, artigos contrabandeados são vendidos nas ruas na cara da polícia. O cerrado e a floresta, mais destruídos. As cidades em colapso no trânsito e na urbanidade. Crime e violência por toda parte. Milhões de brasileiros nas filas de atendimento da péssima saúde pública. O Brasil continua exportando matéria-prima e importando bugigangas. Baixa produção científica e tecnológica. Cada vez menos formandos em matemática, engenharias, física, química, biologia, ciências exatas.

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Se escolas e universidades se comportassem como instituições a formar cidadãos para o equilíbrio social e moral do país, discussões públicas velhas e exageradas como essa da minissaia em universidade paulista não prosperaria. O “X” da questão não está na altura da saia rosa-choque da aluna, mas como, onde e porque foi usada. O que fez parte da imprensa “séria” onde microfones e páginas estão nas mãos de “formadores de opinião”? Usou o assunto para aumentar audiência e tiragem. Isto È critica a Uniban por seu interesse mercantilista. O que fez a revista ao dar capa à minissaia com reportagem cheia de frases do movimento feminista dos anos 60/70? Nenhuma palavra sobre regras, normas, comportamento nas escolas, em sala de aula, respeito mútuo. Destacaram mulheres com os seios de fora em Brasília, defensoras da garota da capa.

A star is born (Nasce uma estrela)

 

img487a2aebcf865 bailarina Com apoio da TV Globo, nasce uma estrela nos costumes e no showbiz brasileiro. O cenário se repete. A moça já foi convidada para posar nua. Vai desfilar na escola de samba Porto da Pedra. Em breve poderá ter seu espaço televisivo e ser mais uma formadora de opinião. No programa "Altas Horas" ela sentou-se na cadeira da fama, mas de jeans. Mandou recado para milhões de garotas: “a roupa é minha, visto como quiser, às sextas sempre vou a baladas e já saio de casa vestida e não devo satisfação a ninguém, aquele vestido é um dos mais discretos que uso”.

Recebeu apoio de universitárias de Brasília com os seios à mostra: “se quiser ir nua que vá, é a liberdade de cada um, o corpo é meu, ninguém tem nada com isso”. O apresentador do programa, com cara de pateta, cercado por estudantes-tietes, achando-se o máximo por promover a “liberdade”. Uma aluna de minissaia, saltos altos, super maquiada, produzida para baladas, em aula noturna, no meio de marmanjos... ou está com problemas de aceitação, chamando atenção para ser notada; ou não sabe a diferença entre o vulgar e o popular; ou está querendo bagunçar com um confronto premeditado.

Nas escolas do mundo todo há normas, uniformes, regras de comportamento onde muçulmanos, cristãos, budistas, ateus, ricos e pobres, educam jovens que continuarão a defender valores e princípios de seus povos e países. Psicólogos, professores, ao perceberem o comportamento da aluna deveriam ter conversado com ela, orientado, ajudado a superar fobias e rejeições. Não o fizeram. A reação de estudantes foi desmedida, vazia de conteúdo. Sem instituições sólidas, cria-se a liberdade à brasileira.

Em que ou em quem se espelha a aluna do microvestido? O que tem aprendido em ética, valores, comportamento e convivência social? O que ela ouve e vê a seu redor? “Sou livre, visto o que quiser a hora que quiser”. Num país sem retentores morais, com apatia política e cultural, sem critérios, a garota não tem a quem responder ou dar satisfação. Nem em casa, nem na escola, nem à sociedade, nem ao país. “Se, juiz e desembargador podem, eu posso; se deputado e senador fazem, eu também posso fazer; se o presidente, seus ministros, o prefeito, podem, eu também posso”.

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A TV incentiva quebradores de regras. Cria espaço para mulher-melancia, samambaia, melão, morango. Popozudas ensinam danças, abrem as nádegas e se abaixam para mostrar mais. O programa Fantástico, da TV Globo, no dia 15 de novembro entrou em milhões de lares promovendo o livro e o filme da ex-prostituta Surfistinha, a garota da mina saia e o concurso Menina Fantástico. A Proclamação da República, data histórica do povo brasileiro não interessa. Não dá IBOPE. Em dez minutos, a TV Globo daria a milhões de jovens uma necessária aula da queda do império, a velha República, a era Vargas, JK, a ditadura militar e em 15 de novembro de 1989 a Nova República.

Estão rasgando páginas de nossa história. A memória nacional se extingue. Com tanta noticia que precisa ser dada ao povo, o noticiário noturno (Globo), no dia 16/11, se despediu destacando prostituta de noticia velha de tablóide inglês.

O que ensina e estimula a mais rica e poderosa escola do Brasil? Não há na TV aberta brasileira (concessão pública) incentivo ao cumprimento de leis, a regras de respeito mútuo, à solidariedade e cooperação. Destaques, astros e estrelas, são os da marginalidade, corruptos bem-sucedidos, políticos mentirosos, os da sexualidade vulgar.

Meu querido Brasil: rico por natureza, mas pobre de cidadania, princípios e ética.

Adriana Berger é professora de História e Literatura Brasileira. Vive em Miami, Flórida.

adrianaberger@bol.com.br

Magistrado do Brasil diz que corrupção eleitoral é crime contra a Humanidade.

O desembargador do Poder Judiciário Brasileiro, Pedro Valls Feu Rosa, vai comandar pela primeira vez as eleições no Estado do Espírito Santo. De conduta independente, criteriosa e imparcial, o novo presidente do Tribunal Regional Eleitoral é considerado um magistrado intolerante a todo tipo de pressão, arranjos ou influências, e que busca, diariamente, aprimorar seu singular saber jurídico para personificar o justo juiz na aplicação da Lei, do Direito e Justa Justiça dos Homens.

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Pedro Valls Feu Rosa consegue conciliar, diariamente, três atividades: a de desembargador do Tribunal de Justiça, a de presidente do Tribunal Eleitoral e a leitura de 93 jornais de 51 países. Ainda na solenidade de posse, mês passado, como presidente do Tribunal Eleitoral, já foi anunciando uma caçada aos políticos corruptos, compradores de votos. Os meios jurídicos apostam que, com Feu Rosa na presidência no Tribunal Eleitoral, o Governo do Estado perde, inteiramente, a influência velada que exercia sobre o tribunal.

Nesta entrevista exclusiva ao correspondente do Pravda no Brasil, jornalista Antonio Carlos Lacerda, o desembargador Pedro Valls Feu Rosa fala sobre corrupção eleitoral no Brasil e no mundo como um crime contra a humanidade; afirma ser um escândalo o fato de 13% do eleitorado brasileiro ter confessado que nas últimas eleições vendeu o voto; enfatiza a morte de 900 crianças por hora no mundo devido a falta de saneamento básico; diz que quem compra voto integra um sistema assassino, até genocida; se surpreende ao dizer que quando era adolescente, os políticos, após as eleições, procuravam os bancos para renegociarem a dívida de campanha, hoje, segundo o desembargador, não há dívida, o que há é “sobra de campanha”. O desembargador Pedro Valls Feu Rosa diz que não consegue entender por qual motivo uma pessoa que esteja respondendo a processos por crimes graves não possa ser, por exemplo, candidato a estagiário em um tribunal, mas pode ser candidato aos mais altos cargos de um país. “Eu considero isso uma clara afronta aos princípios da moralidade pública e da supremacia do interesse público”.

Leia, a seguir, a íntegra da entrevista do desembargador do Poder Judiciário Brasileiro, Pedro Valls Feu Rosa:

Jornal Pravda - Rússia - Brasil:- É voz corrente que o tema corrupção eleitoral tem dois notórios personagens. O político que corrompe e o eleitor que se deixa corromper. Então, na opinião do Senhor, qual o grau e a classificação desse crime eleitoral, mais precisamente a compra do voto, pelo político, e a venda, pelo eleitor?

Desembargador Pedro Valls Feu Rosa: Eu considero a corrupção eleitoral um dos mais graves crimes praticados contra a humanidade. Isto porque, o dinheiro utilizado para comprar votos hoje, amanhã será recuperado através da corrupção e do favorecimento a interesses privados de grandes empresas, sempre em detrimento da população. É em grande parte graças a este mecanismo perverso de escolha dos governantes que 10% dos habitantes do planeta já deram propina a alguma autoridade, enquanto a cada cinco segundos morre uma criança de fome - eis aí uma relação de causa e efeito claríssima! O pior é que a população muitas vezes não percebe a extensão e gravidade deste problema. Assim, por exemplo, nas últimas eleições 13% dos eleitores brasileiros confessaram ter vendido o voto - alguma coisa em torno de 18 milhões de pessoas. Isto é um escândalo. A partir daí fica fácil compreender porque estima-se que 30% de tudo o que o Brasil produz é tragado pela corrupção. E este quadro é mundial. Li que na Rússia, por exemplo, os prejuízos decorrentes deste problema chegam a US$ 316 bilhões a cada ano. Na África, diversos estudos concluíram ser este o maior dos entraves ao desenvolvimento. Enquanto isso, pelo mundo afora, 900 crianças morrem por hora vítimas da falta de um simples saneamento básico. Assim, não é exagero dizer que quem compra votos integra um sistema assassino, e até genocida.

Pravda: Eliminar ou mesmo reduzir a corrupção eleitoral é um grande desafio. Qual a expectativa de Vossa Excelência como presidente de uma Corte Eleitoral?

Pedro Valls Feu Rosa: Conforme falei, o problema da corrupção eleitoral é mundial. Na Alemanha, há poucos anos, uma empresa de Kiel chamada Cashvote chegou a montar na Internet um serviço de intermediação de compra e venda de votos. Na Tailândia, políticos compram eleitores distribuindo comprimidos de Viagra. Na Rússia, houve denúncias de que eleitores venderam o voto em troca de garrafas de vodca e mochilas. Os efeitos culturais disso são muito ruins. Basta dizer que na cidade de Dingmei, na China, eleitores protestaram contra uma campanha limpa, na qual nada lhes foi oferecido. Uma eleitora chegou a declarar para um jornal local que durante as campanhas políticas sempre ganhava muitos presentes e até dinheiro dos candidatos, e que naquelas eleições não havia recebido nada, o que considerou péssimo. Tentando mudar esta cultura, o Butão chegou a proibir campanhas políticas para alguns cargos. Assim, eu não vejo como uma pessoa, ou mesmo uma instituição, por mais poderosa que seja ela, possa sequer arranhar este problema. A solução, se é que ela é possível, virá ao longo das gerações e de um lento, mas, persistente processo de conscientização. Se eu puder, em um pequeno momento desta longa caminhada, deixar uma pequena e quase insignificante contribuição, ficarei satisfeito. Afinal, como dizia Madre Teresa de Calcutá, para que a miséria acabe no mundo apenas duas coisas precisam melhorar: eu e você. Ou seja: façamos a nossa parte, não importa o quão pequena e insignificante seja ela.

Pravda: Uma crítica que se faz ao sistema legal é que muitas vezes ele trata os ricos com tolerância e os pobres com rigor. Qual a visão de Vossa Excelência sobre este aspecto? Isto vale para a justiça eleitoral?

Pedro Valls Feu Rosa: Giuseppe Bettiol, um grande penalista e político italiano, costumava dizer que “direito é a expressão da vontade dos mais fortes”. Esta idéia pode ser complementada pela famosa frase do alemão Otto von Bismarck: “ah, se as pessoas soubessem como são feitas as leis e as salsichas”. Esta é uma realidade. Nossas leis muitas vezes forçam o sistema judicial a desempenhar um triste papel, o de ser leão diante dos carneiros e carneiro diante dos leões. Eis aí outro problema de amplitude mundial. Isto vale tanto para crimes comuns como para o processo eleitoral. Eu defendo que já passou da hora do Judiciário reagir a isso, interpretando as leis no limite possível do rigor. Temos muitas leis que mascaram, sob o rótulo inocente de “ampla defesa” ou “garantias constitucionais”, favores descarados a algumas pessoas ou grupos. Eu entendo que sobrepõem-se a esses expedientes princípios quase que universais, como o da “moralidade pública” e até mesmo o do “interesse público”. Não é o caso, evidentemente, de o Poder Judiciário se sobrepor ao Poder Legislativo - mas também não pode ficar ele restringido no desempenho de suas funções por conta de leis claramente inconstitucionais, elaboradas para atender interesses outros que não aqueles da população.

Pravda:- Já está arraigado nas camadas sociais periféricas, de baixa ou nenhuma renda, principalmente, a cultura de negociar do voto. Quais os mecanismos que o Senhor dispõe e vai utilizar para conscientizar o eleitor em não negociar o voto?

Pedro Valls Feu Rosa: Eu sou filho, neto e sobrinho de ex-políticos. Durante praticamente três décadas de minha vida acompanhei, e muito de perto, a realidade da vida política. Por conta disso me escandalizo com o quadro atual. Durante minha infância, sempre que acabava uma eleição eu via os candidatos indo aos bancos renegociar dívidas de campanha. Hoje já não há mais dívidas de campanha – há “sobras de campanha”. Isto está errado. Eis aí um indicativo forte de que nossas instituições estão falhando. E não se coloque a culpa no mais fraco – o eleitor pobre e pouco esclarecido. No mais das vezes são pessoas abandonadas pelo Estado, sem perspectivas de vida, que acabam se vendendo em troca de qualquer coisa que alivie um pouco a dor de uma miséria brutal. Não será por este caminho que resolveremos o problema da corrupção eleitoral. O erro está no comprador de votos e em quem o financia. É nesta ponta que temos que agir. Qualquer tentatiza de conscientização dos eleitores fracassará se não houver uma repressão dura e firme aos candidatos que compram votos e aos que os financiam. Em meu estado estamos planejando uma campanha de conscientização, mas ao mesmo tempo estamos criando mecanismos para aumentar ao máximo a eficiência do aparelho de fiscalização e combate à corrupção eleitoral.

Pravda:- Os cerca de 56 milhões de brasileiros que acessam diariamente a Internet terão nas eleições deste ano mais um ingrediente em suas telas de computadores: a campanha, sem restrições, de candidatos. Essas vão ser as primeiras eleições no Brasil com o uso da internet pelos candidatos, que terão o número crescente de internautas um bom fôlego nas suas campanhas. Qual a visão e opinião de Vossa Excelência sobre essa novidade e quais mecanismos tem em mãos para coibir os crimes eleitorais que certamente vão ocorrer, ou já estão ocorrendo, no universo virtual?

Pedro Valls Feu Rosa: Quando o mundo das leis ignora a realidade, a realidade se vinga ignorando o mundo das leis. Costumo sempre repetir esta frase, que se encaixa como luva ao momento atual. Nossas leis têm ignorado que o mundo mudou. Os conceitos clássicos de jurisdição, processo, prova e tantos outros já são incompatíveis com o mundo moderno. Darei um pequeno exemplo: no Brasil, o número de assaltos a banco pela Internet já é maior do que aqueles tradicionais, praticados com violência física. E o que pode fazer nosso sistema legal a respeito? Quase nada. Na maioria das vezes nossos conceitos clássicos de jurisdição impedem uma eficaz investigação do caso e a responsabilização do culpado – isto sem falar na necessidade de obtenção de prova física em um mundo virtual. No Brasil, o número de internautas cresce constantemente e deve ser maior ainda neste ano de 2010. Em 2009, por exemplo, houve um aumento de 75% em relação a 2005. Esta decisiva fatia do eleitorado brasileiro estará sob a alça de mira dos candidatos e suas práticas eleitorais, nem sempre éticas e leais. Confesso que causa-me preocupação lidar com esta realidade utilizando um sistema legal que não consegue disciplinar a contento nem o mundo real, que dirá o virtual.

Pravda:- Quando das campanhas eleitorais, temos assistido pronunciamento de candidatos a cargos eletivos que não possuem, sequer, as mínimas qualificações morais, éticas e técnicas para receberem a investidura de uma função pública, quer seja ela no Poder Executivo ou Legislativo. Verdadeiros cânceres sociais, bandidos que criminosamente se utilizam do sonho e da esperança popular por um novo tempo, uma nova era de prosperidade e paz social, invadem os lares e cinicamente falam às famílias, sofismando com temas sagrados, a exemplo do trabalho, educação, segurança pública, moralidade, ética, lisura, transparência, honestidade, competência, justiça e paz social, além de outros de irresistível poder de sedução e conquista. Esses são os famosos “Fichas Sujas” que, através de dispositivos legais, conseguem o registro de suas candidaturas a cargos eletivos, muito embora, se fosse por força da verdade dos fatos, não a dos autos processuais aos quais responde, o local onde deveriam estar é atrás das grades de uma prisão, jamais na TV falando ao povo. Qual a opinião de Vossa Excelência a esse respeito, quais dispositivos podem impedir o registro dessas candidaturas e o que será feito no âmbito da Justiça Eleitoral para que o povo saiba a verdade sobre esses candidatos?

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Pedro Valls Feu Rosa: Considero este um dos aspectos mais tristes da nossa democracia. Eu não consigo entender por qual motivo uma pessoa que esteja respondendo a processos por crimes graves não possa ser, por exemplo, sequer candidato a estagiário em um tribunal, mas pode ser candidato aos mais altos cargos de um país. Eu considero isso uma clara afronta aos princípios da moralidade pública e da supremacia do interesse público. Não se deve ignorar, claro, existir a possibilidade de processos movidos por vingança ou interesses políticos. Há que se ter sensatez. Mas o que temos visto é vergonhoso para as instituições. Já cheguei a ver o caso de um candidato, eleito, que responde a 34 processos. Pelas nossas leis, ele não pode prestar concurso público nem para o mais humilde dos cargos, mas pode ser candidato e administrar vultosas verbas públicas. Isto tem que mudar. Neste sentido aplaudo, principalmente como cidadão, a luta do Ministro Carlos Ayres Britto, do Tribunal Superior Eleitoral, buscando a criação de mecanismos que expulsem da vida pública este tipo de gente. E vejo, com alegria, que o Brasil não está sozinho nesta cruzada. Há poucos meses acompanhei um grande debate sobre este tema acontecido na África do Sul, e me chamou a atenção uma frase que li em um jornal de lá: “Apenas cidadãos exemplares deveriam ser eleitos líderes”. Na Índia, há poucas semanas, anunciou-se um início de consenso para a elaboração de uma lei que retire da vida pública aquelas pessoas envolvidas com a justiça criminal. Isto é animador. Pessoalmente, defendo que após condenada por um juiz uma pessoa não possa ser candidata a cargos eletivos, ainda que tenha recorrido da sentença. Isto tudo, porém, não me impede de finalizar com uma reflexão: é muito triste a humanidade precisar de leis para tirar este tipo de gente da vida pública...

ANTONIO CARLOS LACERDA

PRAVDA Ru BRASIL

URL: http://port.pravda.ru/cplp/brasil/28795-magistrado_brasil_corrupcao-0

Dr. Adrian Rogers.

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"É impossível levar o pobre à prosperidade através de
legislações que punem os ricos pela prosperidade.
Por cada pessoa que recebe sem trabalhar,outra pessoa deve trabalhar sem receber.
O governo não pode dar para alguém aquilo que tira de outro alguém.
Quando metade da população entende a idéia de que
não precisa trabalhar, pois a outra metade da população
irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende
que não vale mais a pena trabalhar para sustentar
a primeira metade, então chegamos ao começo do fim
de uma nação".

2010

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