terça-feira, janeiro 19, 2010

Um Senado que quase vale por dois, nos gastos.

Renata Camargo e Edson Sardinha

Os parlamentares brasileiros gastam muito, e quem paga a conta é o contribuinte. O Senado ressarciu R$ 10,74 milhões de despesas que os senadores atribuíram ao exercício do mandato apenas em 2009. Com o valor, seria possível manter outro Senado por quase um ano. Mais precisamente, pagar oito meses de salário (R$ 16,5 mil) para outros 81 senadores. Trazendo os números para uma realidade mais próxima do brasileiro, daria para garantir um salário mínimo (R$ 510) a 21.058 trabalhadores ou, ainda, comprar 102.735 cestas básicas (tomando-se o valor mais alto, de São Paulo, de R$ 104,54).

O Congresso em Foco apresenta hoje os detalhes de como cada senador foi reembolsado, mês a mês, por meio da chamada verba indenizatória no ano passado. Cada gasto, cada detalhamento. Os dados fazem parte de levantamento feito pelo site no Portal da Transparência, do Senado.
Clique aqui para ver os gastos dos senadores, por ordem alfabética

O benefício é destinado aos parlamentares para cobrir gastos com aluguel de imóvel, materiais de escritório, locomoção, consultoria, alimentação e outras despesas relacionadas ao exercício do mandato. A verba é utilizada por meio de ressarcimento, ou seja, os senadores fazem a compra e apresentam a nota fiscal ao Senado. Cada parlamentar tem direito a gastar até R$ 15 mil mensais.

Dos 86 senadores que exerceram o mandato no ano passado, quatro parlamentares gastaram o limite de R$ 180 mil a que tinham direito para cobrir o total de suas despesas: Fernando Collor (PTB-AL), Demóstenes Torres (DEM-GO), Gilvam Borges (PMDB-AP) e João Ribeiro (PR-TO). Apenas dois – Marco Maciel (DEM-PE) e Pedro Simon (PMDB-RS) – não tocaram na verba.

Os gastos de 2009 apontam uma ligeira queda (4,6%) em relação aos R$ 11,2 milhões registrados em 2008. Essa redução coincide com a maior transparência nos gastos: desde abril do ano passado, o Senado passou a identificar na internet as empresas contratadas pelos senadores. Até então, essas informações eram mantidas no mais absoluto sigilo.

Despesas em alta

Combustíveis, lubrificantes, hospedagem, alimentação e aluguel de veículos compõem o item mais usado pelos senadores para pedir ressarcimento ao Senado. Ao todo, R$ 4,2 milhões da verba indenizatória foram usados para cobrir despesas dos gabinetes com hotéis, restaurantes e bares, postos de gasolina, aluguel de carro e táxi aéreo. Dinheiro suficiente para cobrir, por exemplo, 13 anos de diária no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro (R$ 840 a diária). Só o senador Romeu Tuma (PTB-SP), como mostrou na segunda-feira (18) o Congresso em Foco, gastou R$ 14 mil em três diárias num resort country de luxo em Barretos (SP), durante a famosa Festa do Peão de Boiadeiro da cidade.

Somente a despesa dos dez parlamentares que mais gastaram com combustível nos últimos nove meses de 2009 daria para bancar 291 viagens de carro (com a gasolina a R$ 2,80) entre as duas capitais mais distantes do país, Porto Alegre (RS) e Boa Vista (RR), separadas por 5.348 km. Juntos, eles gastaram R$ 436,63 mil para abastecer seus veículos. Dinheiro suficiente para rodar 1,5 milhão de quilômetros, ou cruzar 115 vezes a Terra (o diâmetro da Terra é de 13 mil quilômetros).

Veja os gastos dos senadores com locomoção

Veja quem mais gastou com combustíveis

O aluguel de escritórios políticos foi o segundo item de maior despesa no ano passado. Os senadores consumiram R$ 2,58 milhões para manter as instalações de suas representações políticas nos estados que representam. O senador Gilvam Borges, por exemplo, recebeu R$ 300 mil nos últimos dois anos para ressarcir despesas mensais de R$ 15 mil com o aluguel de um escritório político em Macapá. No local indicado pelo senador, funciona uma fábrica de toldos.

Veja os gastos dos senadores com aluguel

Campanhas turbinadas

O terceiro maior gasto ficou por conta da divulgação da atividade parlamentar, impulsionada pelos senadores pré-candidatos, que utilizaram quase 90% dos R$ 1,78 milhão destinados à publicidade das ações dos parlamentares. Foram R$ 614 mil gastos a mais, um crescimento de 52% em comparação com o ano anterior.

Dos 20 senadores que mais utilizaram recursos da chamada verba indenizatória para dar publicidade às suas ações, apenas dois não pretendem se candidatar este ano. Somente esses 18 pré-candidatos receberam R$ 1,24 milhão do Senado para ressarcir gastos com a divulgação do mandato. Isso equivale a 70% de todo o montante.

Suplente do senador Jayme Campos (DEM-MT), Osvaldo Sobrinho (PTB-MT) destinou mais de 80% da verba indenizatória no Senado para divulgar seu mandato em rádios de sua propriedade. Dos R$ 14.773,22 utilizados por ele em outubro, R$ 12 mil foram para pagar divulgação de suas atividades em três emissoras do Grupo Osvaldo Sobrinho.

Quanto cada senador gastou com a divulgação do mandato

Collor na frente

Apesar de o Senado ter um respeitado e bem remunerado corpo de consultores legislativos, as despesas com a contratação de consultorias, assessorias e pesquisas técnicas consumiram R$ 1,57 milhão de toda a verba indenizatória. O ex-presidente Collor foi quem mais buscou assessoria fora do Congresso. Ele gastou R$ 128,5 mil com consultoria. Ou seja, 71% de toda a verba indenizatória que lhe cabia. A rubrica também foi usada pelo presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), destinar R$ 38,6 mil para uma empresa cuidar da manutenção de seu acervo pessoal de livros, em sua residência oficial, em Brasília.

Veja os gastos dos senadores com consultoria

Os senadores consumiram ainda R$ 600,18 mil para comprar materiais de escritório e programa de computador, alugar móveis e cobrir despesas postais em 2009. Mário Couto (PSDB-PA) foi quem mais usou a verba para cobrir esse tipo de despesa. Foram R$ 67,5 mil em 2009.

Veja os gastos dos senadores com materiais

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Veja quanto cada senador gastou em 2009
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Senadores aumentam gastos com publicidade em 52%

Quanto cada senador gastou com a divulgação do mandato

Senadores dizem que gastam para prestar contas

 

DOGS4Dorme … Dorme brasil.

Senadores fazem farra de combustível no Brasil ……

 

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O que apenas 10 dos 81 senadores do Brasil gastaram em combustível em apenas nove meses de 2009 seria suficiente para dar 115 voltas em torno da Terra ou percorrer 343 vezes a BR 101, maior rodovia do País que, com seus 4.551 km interligando os Estados do Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

Os dez senadores gastaram dos cofres públicos R$436,6 Mil, que dariam para comprar 156 mil litros de gasolina para encher o tanque de 31.188 automóveis. Esse volume de combustível daria para rodar 1,5 milhão de km.

Esses gastos são cobertos pela chamada verba indenizatória, um expediente usado pelo Senado Federal com a finalidade de cobrir despesas com combustível e lubrificante de veículos de todos os senadores.

Os dados fazem parte de levantamento do Congresso em Foco, com base em informações do Portal da Transparência, do Senado. Os senadores Jayme Campos e Gilberto Goellner foram os que mais gastaram com combustível no período pesquisado.

Jayme Campos consumiu R$ 66,72 mil nos cinco meses em que exerceu o mandato em 2009. Ele está licenciado desde setembro de 2009 para tratar de assuntos particulares. Gilberto Goellner recebeu R$ 65,22 mil do Senado nos últimos nove meses do ano para cobrir as despesas com combustível, óleo e lubrificante.

Em seguida aparecem os senadores Marconi Perillo, que gastou R$ 44,23 mil, e Cícero Lucena, que consumiu R$ 42,84 mil. O petista Augusto Botelho é o quinto colocado, com R$ 38,75 mil, seguido de Almeida Lima, com gastos de 37,81 mil, e Romero Jucá, que usou R$ 37,12 mil da verba com combustíveis.

Apesar de ter deixado o Senado no início de novembro, Expedito Júnior, que foi cassado por compra de votos, foi o oitavo colocado, consumindo R$ 34,24 mil entre abril e setembro. Efraim Morais, com R$ 32,53 mil, e Romeu Tuma, com R$ 37,12 mil, fecham a lista dos dez senadores que mais encheram o tanque com dinheiro público.

Enquanto isso, na Câmara dos Deputados o controle de gastos com combustíveis é diferente. Lá, cada deputado só pode gastar até R$ 4,5 mil por mês, mas no Senado Federal não há limite com esse tipo de despesa. Cada senador pode gastar o quanto quiser basta apresentar nota fiscal.

Se a mesma regra da Câmara dos Deputados fosse aplicada no Senado Federal, na pior das hipóteses 13 parlamentares teriam estourado a cota mensal. Além dos dez campeões de consumo, os senadores Mão Santa e Magno Malta e a senadora Lúcia Vânia também gastaram mais que R$ 4,5 mil ao menos uma vez no ano passado.

ANTONIO CARLOS LACERDA

PRAVDA Ru BRASIL

fatos

NÃO! É não ! Em qualquer língua!

 

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Estas são as palavras de Nicole Kidman, a Embaixadora de Boa Vontade da UNIFEM e porta-voz internacional para a campanha Diga Não! Unir para terminar a violência contra mulheres. Nicole Kidman está em campanha de sensibilização para o sofrimento de milhões de mulheres em todo o mundo, destacando a violação dos direitos da mulher no meio de estatísticas chocantes: 70 por cento das mulheres sofrem algum tipo de violência perpetrado por homens.

Uma cidadã dos Estados Unidos da América e aa Austrália, Nicole Kidman faz campanha há anos em favor de causas humanitárias (Embaixadora da Sydney Children's Hospital, patrona do Teatro para Jovens, Embaixadora da UNICEF para a Austrália, Patrona Honorária da FARA - uma caridade que ajuda órfãos - defensora para pesquisa no câncer para as mulheres nos E.U.A., Presidente da Saúde da Mulher Fundo UCLA), e agora empresta sua voz para a campanha da UNIFEM para trazer a consciência pública às estatísticas chocantes que revelam o verdadeiro alcance da violência contra a mulher: causa mais mortes e incapacidades do que o cancro, a malária, acidentes de trânsito e atos de guerra, em conjunto.

UNIFEM revela que cerca de 70 por cento das mulheres sofrem violência por parte dos homens em sua vida. Começa cedo e não se limita aos países em desenvolvimento: Nos E.U.A., 83 por cento das meninas de 12-16 sofrem alguma forma de assédio sexual na escola. E continua na vida profissional: até 50 por cento das mulheres na UE são vítimas de assédio sexual de alguma forma no local de trabalho.

Violência afeta centenas de milhões de mulheres em todo o mundo, todos os dias. Na Índia, 22 mulheres são assassinadas todos os dias em questões relacionadas com dotes. Diariamente, na Guatemala, 2 mulheres morrem. Na África do Sul, uma mulher é assassinada a cada 6 horas. Em São Paulo, Brasil, uma mulher é agredida a cada 15 segundos.

800,000 mulheres e meninas são traficadas anualmente, 79 por cento destas para fins de exploração sexual. 3 milhões de meninas por ano sofrem mutilação genital feminina na África, um flagelo que atinge 140 milhões de mulheres no mundo inteiro. Mais de 60 milhões de meninas são forçadas a ser noivas enquanto crianças todos os anos.

A campanha da UNIFEM que Nicole Kidman lidera é: Diga Não! - Unidos pelo Fim da Violência contra as Mulheres, lançada em novembro passado no Quénia. O objetivo é trazer a consciência pública para a gravidade e a profundidade desta barbárie continuada e inaceitável para alcançar 100,000 ações de Março de 2010, um milhão de novembro.

No cinema, Nicole Kidman chamou a atenção do público por seu desempenho em Dead Calm (1989). Em 2002 ela recebeu uma indicação ao Oscar por seu papel em Moulin Rouge e ganhou o Oscar de melhor atriz em As Horas, em 2003. Outros filmes em que atuou incluem "Far and Away", "Portrait of a Lady", "To Die For", "Os Outros", "Cold Mountain", "Dogville" e "Nascimento".
Você pode adicionar a sua voz ao protesto contra a violência de gênero e de ajuda campanha de Nicole Kidman, visitando site patrocinado pela UNIFEM http://www.saynotoviolence.org/about-say-no site.

Timothy BANCROFT-HINCHEY

PRAVDA.Ru

segunda-feira, janeiro 18, 2010

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A política nada tem de comum com a moral.

O governo que se deixa guiar pela moral não é políco e, portanto, seu poder é frágil.

Aquele que quer governar  deve recorrer a astúcia e a hipocrisia.

As grandes qualidades populares “FRANQUEZA E HONESTIDADE” são vícios na  política,

porque derrubam mais os governantes do que o mais poderoso inimigo.

DORME POVO BRASILEIRO DORME …

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Cuidado Inácio.

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sábado, janeiro 16, 2010

Artigo que defende poligamia para mulheres causa polêmica no mundo islâmico!

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Tariq Saleh

Da BBC Brasil em Beirute

Um artigo da jornalista saudita Nadine al-Bedair, em que defende o direito da mulher muçulmana de ter até quatro maridos, vem causando polêmica no Egito e no mundo árabe.

Intitulado “Eu e meus quatro maridos”, o artigo foi publicado há cerca de um mês no diário independente egípcio Al-Masry al-Youm.

As críticas sobre o conteúdo do texto vêm aumentando, especialmente no Egito, onde várias autoridades islâmicas e políticos atacaram verbalmente Nadine, acusando seu trabalho de sexualmente provocativo e inflamatório.

“Deixe-me escolher quatro, cinco ou mesmo nove homens, do jeito que a minha imaginação mais selvagem deve escolher. Eu os escolherei em diferentes formas e tamanhos, um deles será escuro e o outro será loiro... eles serão escolhidos de diferentes culturas, religiões, raças e nações”, escreveu a jornalista já no primeiro parágrafo do artigo.

De acordo com a lei islâmica, homens muçulmanos têm o direito de ter até quatro esposas, desde que tratem todas com igualdade de condições.

E alegando o “espírito de igualdade entre os seguidores da fé”, Nadine propôs que as mulheres também tivessem acesso à poligamia.

“Há muito tempo que tenho questionado o porquê de os homens terem o monopólio neste direito. Ninguém até agora foi capaz de me explicar convincentemente o porquê de eu ser privada da poligamia”, reclama ela em seu artigo.

No artigo, ela também questiona justificativas tradicionais para a poligamia, incluindo aquelas de que serviria de amparo às viúvas, divorciadas e mulheres que não conseguem achar um marido, de que homens têm maior apetite sexual, que mulheres não conseguem lidar com mais de um homem e que determinar a paternidade em mullheres com múltiplos maridos seria impossível (uma justificativa obsoleta por causa da ciência moderna).

Nadine termina seu artigo pedindo que ou a sociedade permita a poligamia para as mulheres ou que defina um novo “mapa matrimonial”.

A jornalista, que mora em Dubai, também é apresentadora de um programa no canal Al Hurra, emissora de TV em árabe baseada nos Estados Unidos. Seu programa semanal, Mosawat, gira em torno de temas ligados aos direitos das mulheres no mundo árabe.

Furor

Como já era esperado, vários grupos reagiram com furor às afirmações e ousadia da jornalista saudita em seu artigo.

Um importante clérigo egípcio, o xeque Mohamed Gama’i, falou com a BBC Brasil por telefone sobre o caso.

“Nenhuma mulher tem o direito de atacar nossas tradições. Alguém deve pará-la e impedir que continue ofendendo o Islã desta maneira”, disse o religioso.

Para ele, normas religiosas são mais antigas e inquestionáveis do que “o apetite sexual e a mente fértil e fantasiosa” de uma jornalista rebelde.

O artigo de Nadine também irritou alguns círculos políticos mais conservadores do Egito. O deputado Khalid Fouad Hafez entrou com uma ação contra a jornalista Al-Bedair e o editor-chefe do jornal, Magdi al-Galad, acusando-os de promover o vício.

Falando à mídia árabe, Hafez disse que o artigo era uma blasfêmia e estimulava atos imorais que violavam o código penal egípcio.

Segundo ele, independentemente da nacionalidade da jornalista e do país de residência, a Justiça tem que tomar uma ação contra um crime cometido no Egito.

Liberdade de expressão

Desde o início da polêmica, a jornalista saudita evita comentar sobre o caso. Mas outros jornalistas e sociólogos saíram em defesa de Nadine.

A jornalista jordaniana Salwa al-Lubani escreveu um artigo em que defendeu o direito da colega em discutir qualquer tópico, argumentando que a sociedade tem o mesmo direito de discutir os pontos que são enfatizados.

“Processar Nadine ou qualquer outro jornalista é inapropriado, e uma ação destas em pleno século 21 reflete o aumento do fanatismo no mundo islâmico. Nos anos 60 e 70 do século passado, os escritores tinham mais liberdade de expressão do que hoje”, defendeu Salwa em seu artigo.

O caso de Nadine também acendeu discussões em fóruns de mídia pelo mundo árabe, com mulheres se colocando a favor da jornalista e pedindo o fim da poligamia masculina, e outros atacando Nadine por sua “ousadia e blasfêmia”.

A socióloga libanesa Sofie Saadeh disse que o artigo da jornalista é apenas mais um de muitos tabus e crises que a sociedade islâmica vem enfrentando nos tempos de hoje.

“Nós estamos vivenciando uma crise no mundo árabe e islâmico porque a região quer se modernizar e há uma nova geração que questiona diversos aspectos tradicionais ligados ao passado”, disse ela à BBC Brasil.

Segundo Saadeh, os choques são inevitáveis, e a oportunidade de discutir novas ideias não pode ser perdida por causa de normas antiquadas.

Outro clérigo egípcio, Sheikh Amr Zaki, questionou o conceito de poligamia, alegando que a poligamia simplesmente não se aplica mais à sociedade de hoje e que a prática deveria ser abolida.

“Minha visão corresponde à maioria dos círculos religiosos. Mesmo que o Islã permite a poligamia, na prática não é tão usada”, salientou ele.

O governo da Árabia Saudita, terra natal de Nadine, não se pronunciou oficialmente sobre o caso. O país é o mais conservador do mundo árabe, e mulheres têm diversos direitos civis limitados, sofrendo diversas restrições.

Cidadãos sauditas podem sofrer prisões e condenações severas por ações ou comentários considerados ofensivos ao Islã.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Cinco hipócritas de 2009

MOISÉS NAÍM

Repasar algunas de las más flagrantes hipocresías de los poderosos del mundo es aleccionador. Revela tendencias globales, las contradicciones de moda y las vulnerabilidades de las élites. Es por esto por lo que decidí ofrecerles mi muy personal y subjetiva lista de algunos de los grandes hipócritas de 2009.

Los mismos banqueros que tanto desdén suelen mostrar por los Gobiernos corrieron a buscar su cobijo

1. Los banqueros. En todas las reuniones de banqueros se respira un aire de profunda admiración al mercado y desprecio al Estado. En 2009 los mismos banqueros que tanto desdén suelen mostrar por Gobiernos y funcionarios públicos corrieron a buscar su cobijo. Y el Estado los salvó. A pesar de esto los banqueros aún no aprenden. Su convicción de que los Gobiernos no pueden hacer nada bien es tal que tampoco imaginaron que, gracias a la eficaz respuesta de muchos Gobiernos, la catástrofe duraría menos y no tendría las consecuencias que ellos anticipaban. Quizás por esto ya están de nuevo cantando loas a la eficiencia de los mercados y criticando a los Gobiernos que los rescataron.

2. Tony Blair. Recientemente, el ex primer ministro británico reiteró su profunda repulsión por los dictadores. Explicó que aunque Sadam Husein no hubiese tenido armas de destrucción masiva se justificaba la guerra ya que era una dictadura inaceptable que debía ser derrocada. Esto ocurrió pocos días después de que Blair se reuniera en Azerbaiyán con su dictador Ilham Aliyev. En su visita a Azerbaiyán el líder británico no hizo ningún comentario sobre las reiteradas violaciones a los derechos humanos atribuidas a su cordial anfitrión. Es que, como informa Josh Keating, el propósito de su viaje era otro: dar un bien remunerado discurso en la empresa del empresario más rico del país (sorpresa: el empresario es un buen amigo del dictador).

3. Los galanes del Partido Republicano estadounidense. "Adoro tu bronceada piel, las curvas de tus caderas y la belleza erótica de tu porte...". Esto escribió Mark Sanford a "su mejor amiga" en Argentina. La razón por la cual la correspondencia íntima del señor Sanford terminó en la prensa no es por su calidad literaria, sino porque es el muy conservador y muy casado gobernador de Carolina del Sur. Sus estridentes denuncias contra la "inaceptable conducta de Bill Clinton" aún retumban en el Congreso estadounidense. Al igual que las del senador John Ensign, quien vivió un tórrido romance con la esposa de su jefe de gabinete. No pasa un mes sin que estalle un escándalo sexual que involucre a poderosos paladines de la moralidad, la familia y el matrimonio, quienes regularmente truenan en televisión contra infieles, promiscuos y homosexuales. Y no son sólo los galanes, también están las divas. Sarah Palin proclama la abstinencia sexual como única manera de evitar el embarazo de las adolescentes, mientras que en su propia casa la abstinencia brilla por su ausencia. Lo que galanes y divas hagan con su vida privada no importa. Importa que sus votos, sus decisiones y sus discursos crean un ambiente para todos los demás que es absolutamente contradictorio con su conducta.

4. Los magistrados británicos que dictaron la orden de arresto a Tzipi Livni. La ex ministra de Exteriores de Israel es acusada de crímenes de guerra ocurridos en el conflicto entre Hamás e Israel en Gaza. ¿Qué tiene Tzipi Livni que no tenga, por ejemplo, Vladímir Putin (véase Chechenia)? ¿Y por qué no ordenaron los magistrados el arresto de Angela Merkel, cuyos aviadores militares bombardearon a un grupo de civiles en Afganistán matándolos a todos? ¿Por qué no ordenaron el arresto de Bush, Blair y Obama por los miles de civiles inocentes muertos en Irak y Afganistán? El controvertido informe Goldstone sobre la guerra en Gaza acusó tanto a Israel como a Hamás de crímenes de guerra. ¿Por qué no merecen los líderes de Hamás la misma orden de captura que recibió la ex ministra israelí?

5. Lula da Silva. El presidente de Brasil ha declarado que Hugo Chávez es el mejor presidente de Venezuela en 100 años. Pero nunca hemos oído a Lula decir algo sobre las conductas autoritarias de su amigo venezolano. Sí lo hemos visto, en cambio, atacando furiosamente las recientes elecciones en Honduras. Lo hizo la misma semana que recibió con honores a Mahmud Ahmadineyad, cuya victoria electoral también es cuestionada. ¿Qué tienen las elecciones en Irán que no tuvieron las de Honduras? Un enorme fraude, muertes, torturas y la brutal represión ordenada por el Gobierno de Ahmadineyad. El afable líder brasileño aún no parece haberse enterado.
Obviamente, en esta lista de hipócritas no están todos los que merecerían estar. Faltan muchos. Envíeme sus sugerencias a mnaim@elpais. es. Vuelvo en enero. ¡Feliz año!

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A Grande transição

 

beija flor Opera-se, na Terra, neste largo período, a grande transição anunciada pelas Escrituras e  O planeta sofrido experimenta convulsões especiais, tanto na sua estrutura física e atmosférica, ajustando as suas diversas camadas tectônicas, quanto na sua Isto porque, os espíritos que o habitam, ainda caminhando em faixas de inferioridade, estão sendo substituídos por outros mais elevados que o impulsionarão pelas trilhas do progresso moral, dando lugar a uma era nova

Os espíritos renitentes na perversidade, nos desmandos, na sensualidade e vileza, estão sendo recambiados lentamente para mundos inferiores onde enfrentarão as conseqüências dos seus atos ignóbeis, assim renovando-se e predispondo-se ao retorno planetário, quando recuperados e decididos ao cumprimento das leis de amor. Por outro lado, aqueles que permaneceram nas regiões inferiores estão sendo trazidos à reencarnação de modo a desfrutarem da oportunidade de trabalho e de aprendizado, modificando os hábitos infelizes a que se têm submetido, podendo avançar sob a governança de Deus.

Caso se oponham às exigências da evolução, também sofrerão um tipo de expurgo temporário para regiões primárias entre as raças atrasadas, tendo o ensejo de ser úteis e de sofrer os efeitos danosos da sua rebeldia.

Concomitantemente, espíritos nobres que conseguiram superar os impedimentos que os retinham na retaguarda, estarão chegando, a fim de promoverem o bem e alargarem os horizontes da felicidade humana, trabalhando infatigavelmente na reconstrução da sociedade, então fiel aos desígnios divinos.Da mesma forma, missionários do amor e da caridade, procedentes de outras Esferas estarão revestindo-se da indumentária carnal, para tornar essa fase de luta iluminativa mais amena, proporcionando condições dignificantes, que estimulem ao avanço e à felicidade

Não serão apenas os cataclismos físicos que sacudirão o planeta, como resultado da lei de destruição, geradora desses fenômenos, como ocorre com o outono que derruba a folhagem das árvores, a fim de que possam enfrentar a invernia rigorosa, renascendo exuberantes com a chegada da primavera, mas também os de natureza moral, social e humana que assinalarão os dias tormentosos, que já se vivem. Os combates apresentam-se individuais e coletivos, ameaçando de destruição a vida com hecatombes inimagináveis. A loucura, decorrente do materialismo dos indivíduos, atira-os nos abismos da violência e da insensatez, ampliando o campo do desespero que se alarga em todas as direções.Esfacelam-se os lares, desorganizam-se os relacionamentos afetivos, desestruturam-se as instituições, as oficinas de trabalho convertem-se em áreas de competição desleal, as ruas do mundo transformam-se em campos de lutas perversas, levando de roldão os sentimentos de solidariedade e de respeito, de amor e de caridade.

A turbulência vence a paz, o conflito domina o amor, a luta desigual substitui a fraternidade.

... Mas essas ocorrências são apenas o começo da grande transição.A fatalidade da existência humana é a conquista do amor que proporciona plenitude.

Há, em toda parte, uma destinação inevitável, que expressa a ordem universal e a presença de uma Consciência Cósmica atuante.A rebeldia que predomina no comportamento humano elegeu a violência como instrumento para conseguir o prazer que lhe não chega da maneira espontânea, gerando lamentáveis conseqüências, que se avolumam em desaires contínuos.É inevitável a colheita da sementeira por aquele que a fez, tornando-se rico de grãos abençoados ou de espículos venenosos.

Como as leis da vida não podem ser derrogadas, toda objeção que se lhes faz converte-se em aflição, impedindo a conquista do bem-estar.

Da mesma forma, como o progresso é inevitável, o que não seja conquistado através do dever, sê-lo-á pelos impositivos estruturais de que o mesmo se constitui.

A melhor maneira, portanto, de compartilhar conscientemente da grande transição é através da consciência de responsabilidade pessoal, realizando as mudanças íntimas que se tornem próprias para a harmonia do conjunto.

Nenhuma conquista exterior será lograda se não proceder das paisagens íntimas, nas quais estão instalados os hábitos. Esses, de natureza perniciosa, devem ser substituídos por aqueles que são saudáveis, portanto, propiciatórios de bem-estar e de harmonia emocional.Na mente está a chave para que seja operada a grande mudança. Quando se tem domínio sobre ela, os pensamentos podem ser canalizados em sentido edificante, dando lugar a palavras corretas e a atos dignos.O indivíduo, que se renova moralmente, contribui de forma segura para as alterações que se vêm operando no planeta.

Não é necessário que o turbilhão dos sofrimentos gerais o sensibilize, a fim de que possa contribuir eficazmente com os espíritos que operam em favor da grande transição.

Dispondo das ferramentas morais do enobrecimento, torna-se cooperador eficiente, em razão de trabalhar junto ao seu próximo pela mudança de convicção em torno dos objetivos existenciais, ao tempo em que se transforma num exemplo de alegria e de felicidade para todos.

O bem fascina todos aqueles que o observam e atrai quantos se encontram distantes da sua ação, o mesmo ocorrendo com a alegria e a saúde.São eles que proporcionam o maior contágio de que se tem notícia e não as manifestações aberrantes e afligentes que parecem arrastar as multidões.

Como escasseiam os exemplos de júbilo, multiplicam-se os de desespero, logo ultrapassados pelos programas de sensibilização emocional para a plenitude.

A grande transição prossegue, e porque se faz necessária, a única alternativa é examinar-lhe a maneira como se apresenta e cooperar para que as sombras que se adensam no mundo sejam diminuídas pelo Sol da imortalidade.

Nenhum receio deve ser cultivado, porque, mesmo que ocorra a morte, esse fenômeno natural é veículo da vida que se manifestará em outra dimensão.A vida sempre responde conforme as indagações morais que lhe são dirigidas.As aguardadas mudanças que se vêm operando trazem uma ainda não valorizada contribuição, que é a erradicação do sofrimento das paisagens espirituais da Terra. Enquanto viceje o mal, no mundo, o ser humano torna-se-lhe a vítima preferida, em face do egoísmo em que se estorcega, apenas por eleição especial.A dor momentânea que o fere, convida-o, por outro lado, à observância das necessidades imperiosas de seguir a correnteza do amor no rumo do oceano da paz. Logo passado o período de aflição, chegará o da harmonia.

Até lá, que todos os investimentos sejam de bondade e de ternura, de abnegação e de irrestrita confiança em Deus.

(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, no dia 30 de julho de 2006, no Rio de Janeiro, RJ).

By Ana Spränger

Rio de Janeiro, outubro de 2006.

MALDIÇÃO MALIGNA.

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