quinta-feira, novembro 04, 2010

Sobre a problemática familiar do pesadelo do "Crack"

Por Carlos Eduardo Rios do Amaralimage

Ninguém ousaria duvidar, um dos maiores vilões no tema da violência doméstica e familiar na cidade de Vitória (ES), e certamente em todos os grandes centros urbanos de nosso País, é a maldita droga, notadamente o destrutível “crack”. É o que naturalmente as manchetes de capa dos jornais locais estampam todos os dias. E a constatação não é diferente nas fileiras do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (NUDEM), da Defensoria Pública Estadual capixaba em Vitória.
Ao leigo, a percepção única é a de que o usuário de “crack” seria um monstro, alguém que emergiu do Hades, de um mundo inferior dos mortos, pessoa que voluntariamente escolhe e prepara o mal, que se dedica diuturna e incansavelmente a atividades ilícitas ou macabras. Para outros muitos, o usuário de “crack” seria, em última análise, um bandoleiro, afinal, o governo investe maciçamente em campanhas publicitárias contra o uso de drogas ilícitas.
Após atendimento de centenas, talvez quase um milhar ou mais, de usuários de “crack”, nesses últimos anos à frente do NUDEM na Capital, tranquilamente confesso que não consegui encontrar nesses “monstros” a própria monstruosidade retratada pela turba ou pelo ignorante (adj. aquele que ignora). O que vem despertando minha maior curiosidade e dedicação acerca do processo de constituição e consolidação desse vício no ser humano.
Para minha surpresa, ao contrário do que se possa imaginar, muitos usuários de “crack” jamais fizeram uso de uma gota de álcool sequer, não freqüentam e nem gostam de botequins e rodinhas de boemia, nem gostam de música.

O “crack” não é uma droga apenas de jovens, como se costuma ensaiar. Todos os dias atendo pessoas de quarenta, cinqüenta anos, envolvidas com o “crack”, acostumadamente vistas como excelentes e prestativos trabalhadores nos seus bairros, passando quase que despercebido o vício num estágio primitivo.

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As crianças da família, filhos e sobrinhos, muitos consultados pessoalmente por mim, adoram jogar bola, soltar pipa, ir à praia ou lagoa, brincar com o pai ou tio dependente químico quando ausente a fase aflitiva da droga.

Na sala de espera do NUDEM, registro, nunca houve algum tumulto causado por usuário de “crack”, ao revés, o comportamento destes durante a longa espera é de dar inveja a monge tibetano, passando despercebido pelos demais assistidos o motivo da presença daquele naquele recinto.

Os usuários de “crack” durante os atendimentos não querem argumentar ou se defenderem de nada relativo ao último boletim de ocorrência policial lavrado. Não têm esses dependentes nenhum script ou roteiro de filme policial ou de suspense para, ardilosa ou estrategicamente, escaparem da acusação formal. É estranho, parece que eles gozam de alguma imunidade oculta, uma excludente de culpabilidade, que será tirada da cartola no último segundo.

Quantos aos objetos subtraídos de seus famílias, constato que o usuário de “crack” não “pega troco” com traficante, afinal quantas pedras dessa droga valem um vaso sanitário sujo arrancado na marra sem ferramentas, ou um motor de geladeira retirado à mão?

Usuário de “crack” não guarda troco para o desfrute de uma vida fácil ou investimento em um futuro distante em prejuízo alheio. A subtração é vinculada apenas e tão-somente à manutenção do vício. Motivo pelo qual sempre atendo pais e avós que confessam que quitam pessoalmente a dívida da droga ou deixam seus cartões de bolsa-família na boca-de-fumo.
Algo está errado então nessa compreensão sobre o usuário de “crack” e seu modo de vida. O que me fez, em meu ofício, a convocar as famílias desses usuários contumazes do “crack” até o NUDEM para uma maior investigação e estudo dessa problemática familiar ainda obscura. Não me limitei, nem me limito, a ouvir apenas os genitores, gosto sempre da presença de tios, sobrinhos, irmãos, vizinhos e todos aqueles envolvidos no pesadelo familiar.
Primeiro, ouço separada e demoradamente cada um, em dias diferentes, após, os reúno em minha távola. Cada trejeito, olhar de soslaio, pestanejo involuntário, argumentos são observados.
E essa tarefa investigativa não é fácil. O retrato inicial do drama parece sempre querer ser de um lado o povo hebreu oprimido e, de outro, o “maldito” usuário do “crack”, o Golias que não se derruba. O estrago causado pelo dependente é trazido como um pacote fechado inviolável, já aprioristicamente decifrado em comum acordo pela célula familiar acampada na outra margem do rio. Quanto ao usuário da droga, apenas espera-se o seu silêncio e concordância apenas movimentando levemente sua cabeça para cima e para baixo.

O problema para muitos parentes é tratado apenas na perspectiva de uma profilaxia hospitalar interminável, no uso de uma palavra mágica por alguma autoridade, na realização de um exorcismo ou da remessa do viciado ao cárcere durante um longo tempo. A causa da dependência, a raiz do entrevero, raramente é cogitada. Mesmo porque, como se sabe, quando se volta para a gênese de uma discussão ou aflição coletiva, pontos inconvenientes de interseção podem surgir, misturando personagens e rótulos, borrando paisagens desenhadas unilateralmente, até mesmo alterando velhas trilhas sonoras.
Em muitos casos, observo que essas famílias, alguns membros dessas células, não são seres tão imaculados ou pacatos assim. Daí a razão de não se convocar apenas aquela sempre “boa velhinha” do lar em chamas - a idosa e cansada genitora - que geralmente fica com o encargo burocrático de tudo, de ir à Delegacia de Polícia registrar o primeiro BO até visitar o viciado na penitenciária nos dias fixados pelo Poder Público, levando roupas e comida, sem falar nas suas “intervenções” nos balcões dos Cartórios dos Fóruns para dizer que seu filho “é um bom menino”, que “é trabalhador”. Mas, às vezes, nem a “boa velhinha” é ou foi tão inofensiva e pacífica assim, como se espera nesse filme da vida diária que não aceita rebobinada.
Não me refiro aqui, nesse breve apontamento, a aqueles pais, que também atendo todos os dias, que não sabem dizer o que pode ter acontecido para que seus filhos se inclinassem para o mundo das drogas, “mesmo tendo de tudo, do bom e do melhor”.

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Não faço, neste modesto artigo, remissão ao leitor daqueles pais que dizem que sempre trabalham dez, quatorze, dezesseis horas por dia, que viajam às vezes por períodos superiores a um ano também a trabalho, e presenteiam seus filhos com o melhor vídeo-game ou outros presente caros, para compensar a distância da prole, matriculando-os nos melhores colégios da cidade em regime integral.
Também não tangencio aqui a estratégia daqueles pais que enviam seus filhos a maravilhosos e longos intercâmbios sucessivos em volta de todo o globo terrestre como uma espécie de Indiana Jones de luxo ou daqueles genitores que presenteiam seus jovens filhos com um apartamento de quatro ou cinco quartos de frente para o mar, podendo este levar sua namoradinha para lá morar como se casados e independentes fossem – e não o são – , e sempre me questionam angustiados, inundados em lágrimas, aonde erraram, o porquê de terem perdido toda a fortuna, e o que poderia ter sido (material ou financeiramente) feito a mais naquela época da “vaca gorda” antes da bancarrota da família e mergulho do filho nas drogas.
Escrevo ligeiramente aqui, para apressadamente informar e esclarecer ao leigo, que muitos membros das famílias envolvidas com a problemática do “crack”, às vezes surpreendentemente todos de determinada célula familiar, até mesmo em alguns casos a própria “boa velhinha”, são personagens, em alguns muitos casos, friso, exatamente de personalidade feroz, com tendência agressiva, pouquíssimo abertos a qualquer tipo de diálogo.

Em verdade, durante os complexos e detidos atendimentos é claramente percebido, em alguns casos, que entre todos os parentes dessas mencionadas famílias, entre uns e outros, existem diversas rixas pessoais acaloradas sobre pretensões muito alheias à questão do drogado, aonde todos os problemas são maximizados e tornados propositadamente insolucionáveis, ninguém é ou deseja mediar qualquer discussão familiar, pouco se deseja pacificação para os inúmeros outros problemas que cada um entende possuir frente ao outro parente parecendo ser o mais importante se sobressair num bate-boca perante as autoridades, mesmo porque a tradução desses problemas revelariam discussões vazias acerca de um caderno não devolvido ou uma fofoca antiga no bairro já esquecida que não merece análise por eles mais detida, sendo mais importante o desfile da discussão, o espetáculo pirotécnico da verbalização de palavrões e puxões de cabelo. E muitos moram no mesmo lote, em pavimentos e “puxadinhos” (ou “puxadões”) distintos. E é BO para tudo que é lado...
E é nesse meio inóspito, em muitos casos, que deve ser inicialmente descortinada a questão da dependência do “crack”.
Relembro-me do antepenúltimo atendimento que fiz essa semana no NUDEM, de família com esse mesmo problema da dependência do “crack”, onde compareceram todos os membros da família, queixando-se do viciado que jamais aceitou qualquer tratamento nas últimas duas décadas. Consegui, após muita persuasão e oitiva do dependente, a encaminhá-lo por sua livre e espontânea vontade a submissão a tratamento junto à salvífica e dedicada Equipe de Atendimento Multidisciplinar, formada por renomados e fantásticos Psicólogos e Assistentes Sociais da Casa do Cidadão de Vitória.
O dependente demonstrou um sincero e entusiasta desejo de se tratar, de se livrar do mal de seu vício.

Quando, de repente, para minha surpresa, seu irmão levanta-lhe a voz, em tom muito agressivo, dizendo que era para eu chamar um camburão para prendê-lo porque, segundo este, o viciado estaria se comportando mal na fila para primeiro atendimento e agendamento no setor psicossocial ou algo parecido que sequer despertou a atenção de mais de uma dezena de seguranças fortemente armados e atentos que ali guardam o recinto e secretárias da recepção. Sua mãe, por sua vez, nesse mesmo átimo questionava-lhe dura e asperamente sobre onde este tomaria café neste dia, já que havia saído de casa sem fazer a primeira refeição do dia. Graças a Deus, tudo foi contornado, e foi agendada a primeira consulta do dependente.
Para minha maior alegria, o mesmo reapareceu no outro dia, desejando saber mais sobre a Lei Maria da Penha, de tudo anotando em seu velho caderninho, me pedindo para responder vagarosamente.
Torço muito por ele.
É preciso que toda a sociedade e o Poder Público, no desafio de vencer o “crack”, lancem seus olhares e reflexões na fonte e causa primeiras da busca da droga pelo ser humano, na raiz do pesadelo familiar que antecede anos-luz as crises de fúria do dependente químico. De toda sorte, muito ainda tem que ser debatido pelos especialistas e pela sociedade civil, é preciso se recriar uma sociedade mais terna e gentil, mais meiga e dócil, mais paciente e compreensiva, aonde se aprenda que homem também chora e que os filhos não devem aprender todas as lições da vida apenas na escola e na rua, mas também e principalmente em casa, por mais fatigados que estejam seus pais após a longa jornada de trabalho diária, ministrando-lhes princípios e regras de convivência.
Finalizo, por ora, lembrando John Lennon:
“Não se drogue por não ser capaz de suportar sua própria dor. Eu estive em todos os lugares e só me encontrei em mim mesmo.”´

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Carlos Eduardo Rios do Amaral - Defensor Público no Espírito Santo

Fonte: Espaço Vital

http://www.guiasaojose.com.br/web/coluna_ler.asp?id=4610

Estação Espacial Internacional

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A Estação Espacial Internacional faz dez anos de idade hoje, 02 de novembro. A maior plataforma experimental habitada de forma contínua desde o ano de 2000, a construção começou em 1998 e tem servido de lar para 196 astronautas de todo o mundo. A Estação Espacial Internacional é fruto de uma política de colaboração após a corrida espacial entre a URSS e os EUA na segunda metade do século XX, que viu os soviéticos pioneiros de praticamente todas as esferas da exploração espacial e os astronautas dos EUA acabando pousando na Lua.

Hoje, como amigos e não inimigos, os EUA e a Rússia foram os pioneiros da Estação Espacial Internacional, que tem sido lar para os visitantes da Bélgica, Brasil, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Malásia, Holanda, Rep. da Coreia , Rússia, África do Sul, Suécia, Reino Unido e EUA.
A primeira parte a ser lançado em novembro de 1998 foi o módulo Zarya da Rússia e a projeção original era um processo de construção de dois

anos, seguidos por dez anos de experimentos. Atualmente, os cientistas estão prolongando o seu prognóstico para mais dez anos, considerando que a EEI estará operacional pelo menos até 2020, uma extensão de uma década sobre o plano original. Em janeiro de 1999, o módulo Unity EUA se juntou à Zarya, sendo levado pela Discovery e 18 meses depois, o módulo de habitação da Rússia, Zvezda, viu a estação tomar forma. A estação começou a receber turistas espaciais (o primeiro foi Dennis Tito em 2001). Durante sua primeira década, a EEI viu mais de 150 caminhadas espaciais, recebeu 67 veículos russos e 34 naves espaciais americanas e acoplou com módulos do Japão e da Agência Espacial Europeia.

O plano, no futuro próximo é de adicionar módulos, criando um espaço de vida e de trabalho de 1.217 metros cúbicos. A tripulação da estação seis homens realiza experiências nas áreas de biologia, química, medicina, fisiologia, física, astronomia e meteorologia, bem como testes de sistemas espaciais para futuras missões. A órbita da ISS fica entre 278 e 460 quilômetros acima da Terra e viaja a uma velocidade média de 27.744 kmh

Timofei Belov
Pravda. Ru

terça-feira, novembro 02, 2010

O Brasil pós-Lula: Ainda há muito a ser resolvido.

Antonio Carlos Roxo (*)

Marcus Eduardo de Oliveira (**)

Em que pese o bom desempenho econômico e social do governo Lula, avalizado pela taxa de aprovação popular que supera 80% nos quesitos ótimo ou bom em relação a seu governo, inequivocamente a Era Lula (2003-2010) ainda deixa muito por fazer num país em constante construção.

Exemplos a título meramente ilustrativo: a participação do País no Produto Interno Bruto (PIB) mundial, ao final de 2002, com o término do governo FHC, era de 2,81%; ao final de 2009, um ano antes de terminar o governo Lula, essa participação foi de 2,79%. A taxa média de crescimento real do PIB do governo tucano foi de 2,3%, enquanto no petista até 2009, foi de 3,6%.

Hoje, 15 anos depois da chegada de FHC ao poder, a economia está pujante, mas não poderosa e o país está muito distante de ser considerado socialmente justo. Os instrumentos de mobilidade e ascensão social ainda são capengas. Nesse caso específico, o sistema educacional, elemento fundamental de ascensão, tem se mostrado ao longo desse período incapaz de promover mudanças. A taxa média de tempo de estudo por aqui não passa os 4,6 anos.

Não por acaso, das 150 melhores universidades do mundo, nenhuma brasileira está entre essas. Isso somente permite aprofundar o fosso da desigualdade social. Essa estúpida marca social tem sido ajudada pela não menos estúpida carga tributária que coloca nos ombros de todos os brasileiros, em especial dos mais pobres, uma pedra de 36 quilos. Metaforicamente, é esse o tamanho da carga tributária brasileira. Na esteira desse comentário, cálculos do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) apontam que os mais ricos disponibilizam 106 dias de trabalho por ano para o pagamento de impostos, enquanto os mais pobres dedicam 197 dias para quitar impostos. Para ser socialmente mais justa, a tributação tem que ser progressiva e, não como hoje, regressiva, isto é, quem tem mais paga relativamente menos, quem tem menos paga mais. Os impostos mais expressivos em arrecadação no país, IPI, ICMS, indiretos, contribuem para isto, ao tratar os desiguais, igualmente.

No Brasil de hoje, ainda morrem, anualmente, 41 crianças menores de 1 ano de idade a cada 1000. No México, apenas para servir de base comparativa, essa taxa é de 18 por 1000, ao passo que em Singapura essa taxa cai para 2,3.

A economia brasileira, em que pese os avanços dos governos FHC e Lula nessa área sombria e tempestuosa, ainda continua controlando a taxa de inflação com alta taxa de juros, o que é sabiamente notório ser contraproducente. Isso nada mais é que um muro elevado que se ergue na frente dos investimentos impedindo-os de seguirem seu curso normal. É fraca também a participação do país em relação aos registros de patente (inovações).

Ainda na seara do assistencialismo social, continua-se a mensurar desenvolvimento pela quantidade de dinheiro dado às famílias por meio do “Bolsa Família”. Passou da hora, em nosso entendimento, de dar um passo efetivo a frente, e trocar esse programa de assistência por um programa de geração de empregos. Dignidade tem nome e sobrenome: chama-se emprego e salário dignos; ocupação e poder de compra compatíveis com as necessidades peculiares de cada um. O que significa também encarar, sem subterfúgios, a necessidade premente de uma reforma agrária.

Desafios esses que se mostram mais presentes pela situação que se avizinha de grande estresse nas contas do país, fruto da valorização do real e da política que se perpetua de juros reais na estratosfera, que, se tem resultados positivos imediatos no combate à inflação, por outro lado, solapa diuturnamente a estrutura econômica do país. A valorização do real extremamente danosa é erva daninha que solapa os alicerces da estrutura econômica, e que mais cedo ou mais tarde cobrará seu preço. Erro este que Lula, embora com algum atenuante, copiou de FHC.

Questão adicional que o processo eleitoral carimbou, felizmente, na agenda do país é o desenvolvimento ambientalmente sustentável. Em pleno século XXI, o país tem obrigação e as condições plenas para contribuir, com compromissos firmes e claros pelo equilíbrio do crescimento com a preservação da natureza, garantia de continuidade da vida na terra.

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(*) Foto pequeno: Antonio Carlos Roxo é economista brasileiro, com doutorado pela USP (Universidade de São Paulo). Professor do UNIFIEO e coordenador do curso de Comércio Exterior da mesma instituição. Fundador e membro do GECEU – Grupo de Comércio Exterior do UNIFIEO.

(**) Foto grande: Marcus Eduardo de Oliveira é economista brasileiro e professor de economia da FAC-FITO e do UNIFIEO. Mestre pela USP (Universidade de São Paulo) e membro do GECEU – Grupo de Estudos de Comércio Exterior (UNIFIEO).

e-mail - prof.marcuseduardo@bol.com.br

Pravda.ru
URL: http://port.pravda.ru/mundo/30670-brasil_pos_lula-0

domingo, outubro 31, 2010

Dilma Rousseff é eleita primeira mulher presidente do Brasil

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A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, foi eleita neste domingo e será a primeira mulher a ocupar o cargo mais alto da República.

Com 99,42% das urnas apuradas, Dilma tinha 56% dos votos, contra 44% de José Serra.

No total, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a petista teve mais de 55 milhões de votos e o tucano pouco mais de 43 milhões. A eleição também teve um alto índice de abstenção. Mais de 21% dos eleitores deixaram de votar neste domingo.

A vitória de Dilma foi anunciada às 20h14 deste domingo (horário de Brasília) presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski.

Dilma fez suas primeiras declarações públicas como presidente eleita por volta de 21h30, ao ser abordada pela imprensa no carro que a levava para o hotel em Brasília onde fará um pronunciamento.

Ao lado do ex-ministro da Fazenda e coordenador de sua campanha, Antônio Palocci, Dilma agradeceu os votos que recebeu.

“Agradeço aos brasileiros e as brasileiras por este momento e prometo honrar a confiança que eles depositaram em mim”, disse.

Esse é o primeiro cargo eletivo conquistado por Dilma Rousseff, de 62 anos. Sua atuação política teve início com a luta armada contra o regime militar, atividade pela qual acabou sendo presa e torturada, no início da década de 1970.

Formada em Economia, a nova presidente do Brasil assumirá um país de economia estável e em fase de forte expansão, mas ainda com velhos problemas, como a desigualdade social, a corrupção e um sistema educacional de qualidade inferior à média de outros países emergentes.

Os desafios políticos também são grandes: eleita com o apoio de dez partidos, Dilma terá de acomodar os interesses de uma ampla base de sustentação, incluindo o maior partido do país, o PMDB, principal aliado do PT no novo governo.

Campanha

Apontada há cerca de três anos pelo presidente Lula como a favorita para sucedê-lo, Dilma teve como principal estratégia de campanha a conquista do eleitorado que aprova o atual governo.

Com popularidade em nível recorde, o presidente não poupou esforços na busca por votos para sua escolhida.

Com papel ativo tanto nos bastidores da campanha como na linha de frente, aparecendo em comícios e na propaganda eleitoral, Lula é considerado o grande trunfo da eleição de Dilma.

A continuidade e a ampliação de projetos criados nos últimos oito anos, como o Bolsa Família e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), estiveram no centro do discurso da candidata, que também exaltou as conquistas da atual administração, entre elas a quitação da dívida brasileira junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Durante a campanha, Dilma Rousseff também teve de se defender de acusações sobre um suposto esquema de tráfico de influência envolvendo sua sucessora e braço-direito na Casa Civil, Erenice Guerra.

O escândalo é apontado como uma das explicações para a perda de votos sofrida pela candidata petista semanas antes do 1º turno.

A reta final da campanha também foi marcada por um esforço em conquistar parte do eleitorado mais religioso, preocupado com comentários antigos da ex-ministra em favor da legalização do aborto – diferentemente da posição defendida atualmente por Dilma, que se diz contrária a qualquer mudança na legislação.

Biografia

Filha de pai búlgaro e mãe brasileira, Dilma Rousseff nasceu em Belo Horizonte em um ambiente de classe média alta. Sua educação básica ficou a cargo das freiras do Colégio Sion, tradicional centro de ensino da capital mineira.

Aos 17 anos ingressou no Colégio Estadual Central, considerado um dos principais redutos da militância de esquerda na época. O ano era de 1964 e logo o Brasil estaria vivendo um golpe militar.

Atraída pelo tema e pelo clima da militância, Dilma passou a integrar o Comando de Libertação Nacional (Colina), grupo que defendia a luta armada para combater o regime militar.

Em 1970, Dilma Rousseff, então com 23 anos, foi presa por subversão e torturada. Três anos depois conseguiu sua liberdade na Justiça e decidiu recomeçar a vida em Porto Alegre.

No início da década de 1980, Dilma se filiou ao PDT, de Leonel Brizola. A partir daí assumiu cargos como o de secretária da Fazenda da Prefeitura de Porto Alegre e de secretária de Energia e Minas também do governo estadual.

Convidada a integrar o governo de Olívio Dutra, em Porto Alegre, Dilma troca de partido e filia-se ao PT, em 2001. Com a vitória de Lula, em 2002, passa a integrar a equipe de transição.

Para surpresa de alguns, Lula decide nomeá-la ministra de Minas e Energia, em 2003 – cargo que Dilma ocupou por quase quatro anos, até assumir a Casa Civil, em 2005, substituindo José Dirceu, envolvido no caso do mensalão.

Em abril de 2009, Dilma foi diagnosticada com um câncer linfático. Ela assumiu publicamente a doença os efeitos de seu tratamento.

Em setembro deste mesmo ano, médico divulgaram diagnóstico que apontava que Dilma estaria livre do linfoma.

Fabrícia Peixoto

Da BBC Brasil em Brasília

CAPTURA

sábado, outubro 30, 2010

Perfil dos Gastos Públicos da União.

 

De janeiro de 2003 até agosto de 2010, o governo Lula obteve uma receita total de 27,82% do PIB (correntes e de capitais), tendo aplicado 32,04% do PIB (correntes e de capitais) como segue: 8,43% (Serviço da Dívida); 5,39% (Transferências para Estados e Municípios); 6,74% (Previdência Social - INSS); 4,85% (Gastos com Pessoal da União); 1,79% (Saúde); 1,54% (Defesa); 1,36% (Educação); e 1,94% com as demais atividades da União, gerando déficit fiscal nominal de 4,22% do PIB.

De janeiro de 2003 até agosto de 2010, apenas com Serviço da Dívida - R$ 1.619,1 bilhões (8,43% do PIB); Transferências Constitucionais e Voluntárias para Estados e Municípios - R$ 1.035,6 bilhões (5,39% do PIB); Previdência INSS - R$ 1.293,4 bilhões com 23,7 milhões de beneficiários (6,74% do PIB) e Custo Total com Pessoal da União - Civis e Militares - Ativos, Aposentados e Pensionistas - R$ 930,9 bilhões com 2.175.483 de beneficiários (4,85% do PIB) totalizando R$ 4.879,0 bilhões (25,42% do PIB), comprometeram-se 91,35% das Receitas Totais (Correntes e de Capitais) no período, no valor de R$5.340,9 bilhões (27,82% do PIB).

Resultado Fiscal Nominal da União

De janeiro de 2003 até agosto de 2010 houve aumento das despesas totais (correntes e de capitais) de 2,33% do PIB em relação ao ano de 2002. Aumento real em relação ao PIB de 7,84%. Apesar do aumento global das despesas, devido ao aumento do número de Ministérios, houve redução real de algumas despesas importantes, tais como: Saúde (–3,24%); Defesa (-13,97%).

De janeiro de 2003 até agosto de 2010 houve redução das receitas totais (correntes e de capitais) de 1,70% do PIB em relação ao ano de 2002. Redução real em relação ao PIB de 5,76%.

De janeiro de 2003 até agosto de 2010 gerou um déficit fiscal nominal de R$ 809,2 bilhões (4,22% do PIB).

A dotação orçamentária prevista das despesas da União para o exercício de 2010 é de R$ 1.245,9 bilhões, tendo sido empenhado até agosto de 2010 o montante de R$ 954,5 bilhões e liquidado R$ 718,4 bilhões, não considerando renegociação de dívidas de R$ 301,5 bilhões até agosto de 2010.

Política Tributária

Receitas Tributárias saíram da média/mês de R$ 9,0 bilhões (7,31% do PIB) em 2002 para R$ 15,7 bilhões (7,51% do PIB) no período de janeiro de 2003 até agosto de 2010. Crescimento nominal de 74,44%, e aumento real em relação ao PIB de 2,73’%.

Receitas de Contribuições saíram da média/mês de R$ 16,1 bilhões (13,07% do PIB) em 2002 para R$ 28,5 bilhões (13,64% do PIB) no período de janeiro de 2003 até agosto de 2010. Crescimento nominal de 77,02%, e aumento real em relação ao PIB de 4,36%.

Receitas de Capitais saíram da média/mês de R$ 7,8 bilhões (6,33% do PIB) em 2002 para R$ 6,5 bilhões (3,11% do PIB) no período de janeiro de 2003 até agosto de 2010. Queda nominal de 16,67%, e queda real em relação ao PIB de 50,87%.

Receitas Totais saíram da média/mês de R$ 36,4 bilhões (29,52% do PIB) em 2002 para R$ 58,0 bilhões (27,82% do PIB) no período de janeiro de 2003 até agosto de 2010. Aumento nominal de 59,34%, e queda real em relação ao PIB de 5,76%.

Estoque da Dívida Externa Líquida da União (Dívida Externa Bruta Menos Reservas)

Em dezembro de 1994 o estoque da dívida externa líquida da União era de US$ 34,8 bilhões (6,41% do PIB) aumentando para US$ 90,0 bilhões (17,85% do PIB) em dezembro de 2002. Crescimento real em relação ao PIB de 178,47% comparado com o ano de 1994. Em agosto de 2010 diminui para US$ 52,3 bilhões (2,80% do PIB). Redução real em relação ao PIB de 84,31% comparado com dezembro de 2002, e redução real em relação ao PIB de 56,32% comparado com dezembro de 1994.

Estoque da Dívida Externa Líquida Pública e Privada (Dívida Externa Bruta Menos Reserva)

Em dezembro de 1994 o estoque total da dívida externa líquida (pública e privada) era de US$ 107,4 bilhões (19,78% do PIB) aumentando para US$ 189,5 bilhões (37,58% do PIB) em dezembro de 2002. Crescimento real de 89,99% em relação ao PIB comparado com o ano de 1994. Em agosto de 2010 diminui para US$ 57,3 bilhões (3,07% do PIB). Redução real em relação ao PIB de 91,82% comparado com dezembro de 2002, e redução real em relação ao PIB de 84,48% comparado com dezembro ano de 1994.

Reservas Internacionais em poder do Banco Central (Conceito de Caixa).

No conceito de caixa as reservas internacionais no Banco Central do Brasil em dezembro de 1994 eram de US$ 38,8 bilhões (7,14% do PIB). Em dezembro de 2002 de US$ 37,8 bilhões (7,49% do PIB). Em agosto de 2010 de US$ 261,3 bilhões (13,99% do PIB).

Dívida Interna da União Total (em poder do mercado e em poder do Banco Central)

- Aumento nominal da dívida Interna em poder do mercado de R$ 32,1 bilhões (9,19% do PIB) em 1994 para R$ 558,9 bilhões (37,82% do PIB) em 2002. Aumento real em relação ao PIB de 311,53%

- Aumento nominal da dívida interna em poder do mercado de R$ 558,9 bilhões (37,82% do PIB) em 2002 para R$ 1.524,6 bilhões (45,62% do PIB) em agosto de 2010. Aumento real em relação ao PIB de 20,62%.

- Aumento nominal da dívida interna em poder do Banco Central de R$ 33,5 bilhões (9,59% do PIB) em 1994 para R$ 282,1 bilhões (19,09% do PIB) em 2002. Aumento real em relação ao PIB de 99,06%.

- Aumento nominal da dívida interna em poder do Banco Central de R$ 282,1 bilhões (19,09% do PIB) em 2002 para R$ 659,6 bilhões (19,74% do PIB) em agosto de 2010. Aumento real em relação ao PIB de 3,40%.

- Aumento nominal da dívida interna total (em poder do mercado e do Banco Central) de R$ 65,6 bilhões (18.78% do PIB) em 1994 para R$ 841,0 bilhões (56,91% do PIB) em 2002. Aumento real em relação ao PIB de 203,03%. Cabe lembrar que nesse período o governo federal assumiu todas as dívidas do estados e municípios, cujo valor atualizado com base em agosto de 2010 era de R$ 453,1 bilhões (13,56% do PIB).

- Aumento nominal da dívida interna total (em poder do mercado e do Banco Central) de R$ 841,0 bilhões (56,91% do PIB) em 2002 para R$ 2.184,2 bilhões (65,36% do PIB) em agosto de 2010. Crescimento real em relação ao PIB de 14,85%.

Dívida Externa Líquida da União (Dívida Externa Bruta Menos Reservas)

- Aumento nominal de R$ 22,2 bilhões (6,35%do PIB) em 1994 para R$ 262,9 bilhões (17,79% do PIB) em 2002. Aumento real em relação ao PIB de 180,16%.

- Redução nominal de R$ 262,9 bilhões (17,79% do PIB) em 2002 para R$ 93,5 bilhões (2,80% do PIB) em agosto de 2010. Redução real em relação ao PIB de 84,26%.

- No conceito de caixa as reservas internacionais no Banco Central do Brasil em dezembro de 1994 eram de US$ 38,8 bilhões (7,14% do PIB). Em dezembro de 2002 de US$ 37,8 bilhões (7,49% do PIB). Em agosto de 2010 de US$ 261,3 bilhões (13,99% do PIB).

Dívida Líquida Total da União (Interna e Externa)

- Aumento nominal de R$ 87,8 bilhões (25,13% do PIB) em 1994 para R$ 1.103,9 bilhões (74,70% do PIB) em 2002. Aumento real em relação ao PIB de 197,25%.

- Aumento nominal de R$ 1.103,9 bilhões (74,70% do PIB) em 2002 para R$ 2.277,7 bilhões (68,16% do PIB) em agosto de 2010. Redução real em relação ao PIB de 8,75%.

Política de Juro

Juro primário ou básico: é a remuneração financeira de referência para um dia de financiamento fixada pelo Banco Central, conhecida como HOT MONEY. Em agosto de 2010 estava fixada em 10,75% ao ano.

Efeito Multiplicador de Base: é um índice calculado pelo Banco Central para regular a liquidez do mercado, via depósitos compulsórios, bem como dos empréstimos vinculados (crédito rural, habitação, etc). Através deste índice podemos chegar a taxa real de juros de mercado.

O custo médio de carregamento da dívida interna da União até agosto de 2010 foi de 0,9105% ao mês (11,49% ao ano), com ganho real para os investidores de 0,1010% ao mês (1,22% ao ano), depois de excluída a inflação média/mês do IGPM de 0,8095% ao mês (10,16% ao ano).

Sendo o multiplicador de base médio até agosto de 2010 de 1,4375 ou seja: 69,57% dos recursos disponíveis foram esterilizados pelo Banco Central, através dos depósitos compulsórios, o juro mínimo de mercado médio até agosto de 2010 foi de 11,49% ao ano x 3,2862 = 37,76% ao ano (2,7054% ao mês), não considerando outros custos, tais como: impostos, taxas e lucros dos bancos.

Até agosto de 2010 a dívida total da União teve PMP (Prazo Médio de Pagamento) de 3,59 anos. Considerando apenas a dívida interna da União em poder do mercado teve um PMP de 3,44 anos.

Balança Comercial

Série história de nossa balança comercial com base na média/ano foi como segue: 85/89 (superávit de US$ 13,5 bilhões = 4,57% do PIB); 90/94 (superávit de US$ 12,1 bilhões = 2,70% do PIB); 95/02 (déficit de US$ 1,1 bilhão = -0,15% do PIB). De janeiro de 2003 até agosto de 2010 (superávit de US$ 32,7 bilhões = 2,78% do PIB).

Necessidade de Financiamento do Balanço de Pagamentos

Série histórica de nossa necessidade de financiamento de balanço de pagamentos com base na média/ano foi como segue: 85/89 (US$ 13,4 bilhões = 4,56% do PIB); 90/94 (US$ 17,4 bilhões = 3,89% do PIB); 95/02 (US$ 50,9 bilhões = 7,26% do PIB). De janeiro de 2003 até agosto de 2010 (US$ 37,2 bilhões = 3,16% do PIB).

Investimentos Externos Líquidos (Diretos e Indiretos)

Série histórica dos investimentos externos líquidos (diretos e indiretos) com base na média/ano foi como segue: 85/89 (negativo de US$ 6,3 bilhões = -2,14% do PIB); 90/94 (positivo de US$ 7,0 bilhões = 1,57% do PIB); 95/02 (positivo de US$ 24,3 bilhões = 3,46% do PIB). De janeiro de 2003 até agosto de 2010 (positivo de US$ 33,1 bilhões = 2,81% do PIB).

Gastos com Pessoal da União (Diretos, Indiretos, Civis, Militares, Ativos, Aposentados, Pensionistas, Ex-Territórios e DF)

O custo total de pessoal da União aumentou de R$ 35,8 bilhões em 1994 para R$ 75,0 bilhões em 2002. Incremento nominal de 109,50% em relação ao ano de 1994. Com base nos números conhecidos até agosto de 2010 a previsão do custo total com pessoal da União é de R$ 184,7 bilhões. Incremento nominal de 146,27% em relação ao ano de 2002.

Com base nos números conhecidos até agosto de 2010 a previsão do rendimento médio/mês per capita com pessoal ativo da União - 1.188.736 servidores (843.909 civis e 344.827 militares) é de R$ 7.268,97, enquanto a média/mês per capita nacional para os trabalhadores formais nas atividades privadas é de R$ 1.472,10 (79,75% menor).

Com base nos números conhecidos até agosto de 2010 a previsão do rendimento médio/mês per capita com pessoal aposentado e pensionista da União – 986.747 servidores (701.963 civis e 284.784 militares) é de R$ 6.841,45, enquanto a média/mês per capita dos aposentados e pensionistas das atividades privadas (INSS - 23,7 milhões de beneficiários) é de R$ 1.085,40 (84,13% menor).

Com base nos números conhecidos no mês de Maio de 2010, comparando com dezembro de 2002, houve aumento do efetivo da União da ordem 138.709 servidores: Legislativo - 4.861; Judiciário - 28.180; Executivo Militar - 46.534; Executivo Civil - 98.234 e redução de Ex-Territórios e DF de (39.100).

Nota:

Ex-Territórios e DF: - Nº de Empregados de outras esferas de Governo pagos com recursos do Ministério da Fazenda. Hoje se encontram apenas o Mato Grosso e o Rio Grande do Sul sob sua supervisão. Os Servidores Civis dos Ex-Territórios do Acre, Amapá, Rondônia, Roraima estão incluídos na Administração Direta do Ministério da Fazenda. Os Servidores militares CBM e PM do antigo Estado da Guanabara, que antes se encontravam nas Transferências Intergovernamentais, estão integralmente dentro do SIAPE, motivo da atualização nos quantitativos das Transferências Intergovernamentais.

Previdência Social - União e INSS

Com base nos números conhecidos até agosto de 2010 a previsão do déficit previdenciário pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS) é de R$ 33,2 bilhões (0,99% do PIB) e a previsão do déficit previdenciário do setor público federal pelo Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) é de R$ 51,4 bilhões (1,54% do PIB), totalizando no ano 2010 previsão de déficit previdenciário de R$ 84,6 bilhões (2,53% do PIB).

Com base nos números conhecidos até agosto de 2010 a previsão da receita previdenciária pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS) é de R$ 204,8 bilhões (6,13% do PIB) em contribuições de empresas e parte patronal de algumas prefeituras (11,9 milhões de contribuintes) e de empregados e autônomos ativos da iniciativa privada e de empregados de algumas prefeituras (53,7 milhões de contribuintes). A previsão de despesa previdenciária dos benefícios dos 23,7 milhões de aposentados e pensionistas, com salário médio de R$ 1.085,40, é de R$ 238,0 bilhões (7,12% do PIB), fazendo com que a previsão do resultado previdenciário seja negativo em R$ 33,2 bilhões (0,99% do PIB).

Com base nos números conhecidos até agosto de 2010 a previsão da receita previdenciária pelo Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) das contribuições dos 1.188.736 servidores ativos do governo federal (843.909 civis e 344.827 militares), com salário médio mensal de R$ 7.268,97, é de R$ 8,6 bilhões, a contribuição da parte patronal de R$ 13,7 bilhões e a contribuição dos inativos de R$ 2,4 bilhões, totalizando contribuições de R$ 24,7 bilhões (0,74% do PIB). A previsão da despesa previdenciária dos benefícios dos 986.747 servidores aposentados e pensionistas (701.963 civis e 284.784 militares), com salário médio de mensal de R$ 6.841,45, é de R$ 76,1 bilhões (2,28% do PIB), fazendo com que a previsão do resultado previdenciário seja negativo em R$ 51,4 bilhões (1,54% do PIB).

Crescimento Econômico

O Brasil é um país virgem, com vocação natural para o crescimento: 6,29% ao ano (1964/84).

A partir de 1985 o Brasil amargou quedas sucessivas do crescimento real, com média/ano como segue: 4,39% ao ano (1985/89), 1,24% ao ano (1990/94), 2,31% ao ano (1995/02) e 3,57% ao ano (2003/2009) gerando uma média medíocre de crescimento econômico real média/ano no período de 1985/2009 de 2,88% ao ano.

O PIB PER CAPITA (preços correntes) apurado no ano de 1994 foi de R$ 2.232,00. Em 2002 foi de R$ 8.378,00, ou seja: 275,36% maior do que o apurado em 1994. Com base nos números conhecidos até agosto de 2010 podemos projetar um PIB PER CAPITA (preços correntes) de R$ 17.376,00, ou seja: 107,40% maior do que o apurado no ano de 2002, e 678,49% maior do que o apurado em 1994.

O PIB (preços correntes) apurado no ano de 1994 foi de R$ 349,2 bilhões. Em 2002 foi de R$ 1.477,8 bilhões, ou seja: 323,19% maior do que o apurado no ano de 1994. Com base nos números conhecidos até agosto de 2010 podemos projetar um PIB (preços correntes) de R$ 3.341,5 bilhões, ou seja: 126,15% maior do que o apurado em 2002, e 856,9% maior do que o apurado em 1994.

Taxa Média/Ano de Desemprego Aberto

Em 2002 foi apurada uma taxa média de desemprego aberto, medida pelo IBGE, de 11,7%. Até agosto de 2010 foi apurada uma taxa média de 7,2%, ou seja: 38,46% menor do que a média apurada em 2002.

Nota: Estudo completo está disponível no sítio abaixo mencionado

O autor é Professor de Economia.

Ricardo Bergamini
ricardobergamini@ricardobergamini.com.br
http://www.ricardobergamini.com.br
www.ricardobergamini.com.br/blog

© 1999-2006. «PRAVDA.Ru». No acto de reproduzir nossos materiais na íntegra ou em parte, deve fazer referência à PRAVDA.Ru As opiniões e pontos de vista dos autores nem sempre coincidem com os dos editores.

sexta-feira, outubro 29, 2010

EXERCÍCIO CÍVICO PARA AS ELEIÇÕES.

 

 

1. Contemple atentamente a "face" de, uma por uma, dessas "pessoas" abaixo

2. Pergunte, sincera e honestamente, a si mesmo que associações a sua mente faz,

com que tipos de valores humanos, éticos. sociais e políticos, com cada um deles

3. Se forem positivas e boas, considere-se exatamente como eles, e cole sua foto

4. Se forem negativas e más, considere-se um cidadão sensível, responsável, lúcido e

VOTE 45!!!

 

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quinta-feira, outubro 28, 2010

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O futuro do PT.

Uma aula de história:
O futuro do PT
O PT nasceu de cesariana, há 29 anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiais de Base.
Os orgulhosos padrinhos foram, primeiro, o general Golbery do Couto e Silva, que viu dar certo seu projeto de dividir a oposição brasileira.
Da árvore frondosa do MDB nasceram o PMDB, o PDT, o PTB e o PT... Foi um dos únicos projetos bem-sucedidos do desastrado estrategista que foi o general Golbery.
Outros orgulhosos padrinhos foram os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes de poder participar do crescimento e um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais, segundo eles: o proletariado.
O PT cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo. Era revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder, mas denunciar os erros das elites brasileiras.
O PT lançava e elegia candidatos, mas não "dançava conforme a música". Não fazia acordos, não participava de coalizões, não gostava de alianças. Era uma gente pura, ética, que não se misturava com picaretas.
O PT entrou na juventude como muitos outros jovens: mimado, chato e brigando com o mundo adulto.
Mas nos estados, o partido começava a ganhar prefeituras e governos, fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim os petistas passaram a se relacionar com empresários, empreiteiros, banqueiros.
Tudo muito chique, conforme o figurino.
E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade. Ganhou a presidência da República. Para isso, teve que se livrar de antigos companheiros, amizades problemáticas. Teve que abrir mão de convicções, amigos de fé, irmãos camaradas.
A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da mais alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de um
grupo liderado por Plinio de Arruda Sampaio Junior.
Em seguida, foi a vez da esquerda. A expulsão de Heloisa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chico Alencar, entre outros, que fundaram o PSOL.
Os militantes ligados a Igreja Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado Chico Alencar, em seguida, Frei Betto.
E agora, bem mais recentemente, o senador Flávio Arns, de fortíssimas ligações familiares com a Igreja Católica.
Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir do desligamento da senadora Marina Silva do partido.
Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT? Os sindicalistas.
Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de 64.
Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do presidente da República.
Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o empresariado. Cavando benefícios para os seus.
Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai desaparecer, porque está fortemente enraizado na administração pública dos estados e municípios. Além do governo federal, naturalmente.
É o triunfo da pelegada.
Lucia Hippolito
[size=18] O PERIGO É O SILÊNCIO
Peço a todos que receberem esse e-mail, que leiam o texto por inteiro, com calma e atenção e, se puder e entender que seja pertinente, perder um outro tempinho, para reenviá-lo a todos da sua lista.
[/size]

Carta à candidata Dilma.

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Meu nome foi incluído no manifesto de intelectuais em seu apoio. Eu não a apóio. Incluir meu nome naquele manifesto é um desaforo! Mesmo que a apoiasse, não fui consultada. Seria um desaforo da mesma forma. Os mais distraídos dirão que, na correria de uma campanha... “acontece“. Acontece mas não pode acontecer. Na verdade esse tipo de descuido revela duas coisas: falta de educação e a porção autoritária cada vez mais visível no PT. Um grupo dominante dentro do partido que quer vencer a qualquer custo e por qualquer meio.

Acho que todos sabem do que estou falando.

O PT surgiu com o bom sonho de dar voz aos trabalhadores mas embriagou-se com os vapores do poder. O partido dos princípios tornou-se o partido do pragmatismo total. Essa transformação teve um “abrakadabra” na miserável história do mensalão . Na época o máximo que saiu dos lábios desmoralizados de suas lideranças foi um débil “os outros também fazem...”. De lá pra cá foi um Deus nos acuda!

Pena. O PT ainda não entendeu o seu papel na redemocratização brasileira. Desde a retomada da democracia no meio da década de 80 o Brasil vem melhorando; mesmo governos contestados como os de Sarney e Collor (estes, sim, apóiam a sua candidatura) trouxeram contribuições para a reconstrução nacional após o desastre da ditadura.

Com o Plano Cruzado, Sarney tentou desatar o nó de uma inflação que parecia não ter fim. Não deu certo mas os erros do Plano Cruzado ensinaram os planos posteriores cujos erros ensinaram os formuladores do Plano Real.

É incrível mas até Collor ajudou. A abertura da economia brasileira, mesmo que atabalhoada, colocou na sala de visitas uma questão geralmente (mal) tratada na cozinha.

O enigmático Itamar, vice de Collor, escreveu seu nome na história econômica ao presidir o início do Plano Real. Foi sucedido por FHC, o presidente que preparou o país para a vida democrática. FHC errou aqui e ali. Mas acertou de monte. Implantou o Real, desmontou os escombros dos bancos estaduais falidos, criou formas de controle social como a lei de responsabilidade fiscal, socializou a oferta de escola para as crianças. Queira o presidente Lula ou não, foi com FHC que o mundo começou a perceber uma transformação no Brasil.

E veio Lula. Seu maior acerto contrariou a descrença da academia aos planos populistas. Lula transformou os planos distributivistas do governo FHC no retumbante Bolsa Família. Os resultados foram evidentes. Apesar de seu populismo descarado, o fato é que uma camada enorme da população foi trazida a um patamar mínimo de vida.

Não me cabem considerações próprias a estudiosos em geral, jornalistas, economistas ou cientistas políticos. Meu discurso é outro: é a democracia que permite a transformação do país. A dinâmica democrática favorece a mudança das prioridades. Todos os indicadores sociais melhoraram com a democracia. Não foi o Lula quem fez. Votando, denunciando e cobrando foi a sociedade brasileira, usando as ferramentas da democracia, quem está empurrando o país para a frente. O PT tem a ver com isso. O PSDB também tem assim como todos os cidadãos brasileiros. Mas não foi o PT quem fez, nem Lula, muito menos a Dilma. Foi a democracia. Foram os presidentes desta fase da vida brasileira. Cada um com seus méritos e deméritos. Hoje eu penso como deva ser tratada a nossa democracia. Pensei em três pontos principais.

1) desprezo ao culto à personalidade;

2) promoção da rotação do poder; nossos partidos tendem ao fisiologismo. O PT então...

3) escolher quem entenda ser a educação a maior prioridade nacional.

Por falar em educação. Por favor, risque meu nome de seu caderno. Meu voto não vai para Dilma.

SP, 25/10/2010 
Ruth Rocha, escritora

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quarta-feira, outubro 27, 2010

O fim das baleias?

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Hoje existem apenas 300 baleias francas do atlântico norte e 99% das baleias azuis já foram eliminadas. Estes majestosos gigantes estão ameaçadas de extinção e seu caso está sendo usado como exemplo repetidamente. Mas na realidade, um terço de todas as formas de vida no planeta estão à beira da extinção.
O mundo natural está sendo esmagado pela atividade humana, poluição e exploração. Mas existe um plano para salvá-lo - um acordo mundial para criar, financiar e implementar áreas protegidas cobrindo 20% das nossas terras e mares até 2020. Agora mesmo, 193 governos estão reunidos no Japão para enfrentar esta crise.
Nós só temos 3 dias até o fim desta reunião crucial. Especialistas dizem que os políticos estão hesitantes em adotar um objetivo tão ambicioso, mas que um clamor público mundial poderá fazer a diferença, mostrando aos governantes que os olhos do mundo estão sobre eles. Clique para assinar a petição urgente e encaminhe este email amplamente - a mensagem será entregue diretamente para a reunião no Japão:
http://www.avaaz.org/po/o_fim_das_baleias/?vl
Ironicamente 2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade. Os nossos governos já deveriam estar caminhando para "uma redução significativa da taxa atual da perda da biodiversidade". Eles falharam repetidamente, cedendo para a indústria e trocando assim a proteção das espécies por lucros limitados. Nossos animais, plantas, oceanos, florestas, solos e rios estão sufocando sob fardos imensos de super-exploração e outras pressões.
Os seres humanos são a principal causa desta destruição. Mas podemos reverter a situação - já salvamos espécies da extinção antes. As causas do declínio da biodiversidade são vastas e salvá-la vai exigir uma guinada das promessas vagas, sem clareza de quem financia a proteção, para um plano ousado, com fiscalização rigorosa e financiamento sério. O plano de 20/20 é justamente isto: os governos serão forçados a executar programas rigorosos para garantir que 20% das nossas terras sejam protegidas até 2020, e para isso aumentar drasticamente o financiamento.
Tem que ser agora. Em todo o mundo o quadro está cada vez mais sombrio - há apenas 3.200 tigres na natureza, os peixes dos oceanos estão se esgotando e nós estamos perdendo fontes de alimentos ricos para a monocultura. A natureza é resistente, mas temos que prover espaços seguros para ela se recuperar. É por isso que esta reunião é fundamental - é um momento decisivo para acelerar ações baseadas em compromissos claros para proteger nossos recursos naturais.
Se os nossos governos sentirem a pressão esmagadora do público para serem corajosos nós podemos convencê-los a aderirem ao plano de 20/20 nesta reunião. Mas para isto vamos precisar que cada um de nós que está recebendo esta mensagem, faça-a ecoar até chegar na convenção no Japão. Assine esta petição urgente abaixo e depois encaminhe-a amplamente:
http://www.avaaz.org/po/o_fim_das_baleias/?vl
Este ano os membros da Avaaz tiveram um papel fundamental na proteção dos elefantes, defendendo a proibição da caça às baleias, e garantindo a maior Reserva Marinha do mundo nas Ilhas Chagos. Nossa comunidade tem mostrado que podemos definir objetivos ambiciosos - e vencer. Esta campanha é a próxima etapa na batalha essencial para criar o mundo que a maioria de nós em todos os lugares querem - onde os recursos naturais e das espécies são valorizados e o nosso planeta está protegido para as futuras gerações.
http://www.avaaz.org/po/o_fim_das_baleias/?vl
Com esperança,
Alice, Iain, Emma, Ricken, Paula, Benjamin, Mia, David, Graziela, Ben, eo resto da equipe da Avaaz
Leia mais:
Estudo revela risco de extinção enfrentado por diversas espécies animais
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2010/10/estudo-revela-risco-de-extincao-enfrentado-por-diversas-especies-animais.html
Sob risco de colapso
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101027/not_imp630350,0.php
Planeta precisa dobrar área continental protegida para conservar a biodiversidade
http://colunas.epoca.globo.com/planeta/2010/10/25/criar-mais-areas-protegidas-e-o-caminho-para-conservar-a-biodiversidade/
Brasil rejeita acordo parcial sobre biodiversidade
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,brasil-rejeita-acordo-parcial-sobre-biodiversidade,630071,0.htm

 


A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 5,6 milhões de pessoas
que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 13 países de 4 continentes, operando em 14 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter.
Para entrar em contato com a Avaaz não responda este email, escreva para nós no link www.avaaz.org/po/contact.

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sexta-feira, outubro 22, 2010

VERDADE QUE ME DOI.

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È uma verdade que me dói.

Prostitutas, veados, porteiros de puteiro, melancias, humoristas, cantores, jogadores, lavadores de carro, ladrões ,

corruptores de menores, sem terra, sem teto, traficantes, borracheiros, professores frustrados, mulheres e homens

de ligas fictícias, políticos sabiamente corruptos, condenados pela lei.

Esta é a nossa triste realidade do voto …SÓ VAGABUNDOS E SAFADOS PARA VOTARMOS.

 ESTA NA HORA DE REBELAR E RECLAMAR O DIREITO AO VOTO EM PESSOAS INTREGAS.

É HORA DE DIZERMOS BASTA. CHEGA DE TANTA PORCARIA.

ISTO É O QUE NOS RESTA A FAZER …   QUE SE MUDE A LEI ELEITORAL.

QUEREMOS CANDITATOS SERIOS, COM COMPROMISSO COM A NAÇÃO COM O NOSSO POVO.

VOU MORRER ENVERGONHADO COM A NOSSA POLITICA ATUAL … SO VAGABUNDO.

 E AI A RAZÃO … O BRASIL É UM PAIS DE VAGABUNDOS E PORTEIROS DE PUTEIRO ESTA É A REALIDADE POLITICA DO NOSSO PAIS.

POLITICOS VAGABUNDOS E SAFADOS.

 

Discurso.

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  VERGONHA NACIONAL

   ...amaldiçoada a corrupção,

a grande lepra da República.
                              Malditos os que corrompem e os que se
                            deixam corromper.
                         Maldito o negocismo.
                        Amaldiçoada a tirania.
                              Difícil dizer qual das duas a mais grave:
     se a tirania política ou a econômica.
                            Malditos os que abusam dos direitos e da
          liberdade.
                            E o maior dos direitos do povo é o de não
                              passar fome, sobretudo quando se sabe
      que o seu dinheiro é roubado e que
          muitos enriquecem à sua custa.
   Amaldiçoada a iniquidade, inclusive a
                               pior de todas que é a iniquidade social.
   Já disse e direi mais uma vez: quando
  Deus criou os homens à sua imagem e
         semelhança, não foi para que uns
                               pudessem tripudiar sobre os outros, ou
                             para que a uns coubesse o monopólio da
             miséria.

Discurso de Otávio Mangabeira ao pé do monumento do
    Ipiranga em São Paulo, no dia 15 de dezembro de 1953.

ESTE DISCURSO ESTÁ BASTANTE ATUALIZADO NA VIDA POLÍTICA BRASILEIRA. AO BRASILEIRO CABE A CORRETA INTERPRETAÇÃO, E O USO  CORRETO DO VOTO.
O BRASIL NÃO PODE CONTINUAR PERDENDO.

2010

2010

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